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Afastamento de presidente da CBF tem novo ministro responsável no STF; entenda

PSD acionou Supremo contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio de tirar Ednaldo Rodrigues do comando da confederação brasileira

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Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, em entrevista à Itatiaia no Mineirão, em Belo Horizonte • Guilherme Piu/Itatiaia

O pedido do PSD (Partido Social Democrático) para o STF (Supremo Tribunal Federal) anular o afastamento do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, foi redistribuído ao ministro André Mendonça, que analisará o tema. O processo havia sido sorteado para o ministro Luiz Fux, mas ele se declarou suspeito.

A entrada do PSD na história se deveu a pedido do Senador baiano Otto Alencar. Ele já havia se manifestado publicamente contrário à decisão do Tribunal de Justiça do Rio de tirar seu conterrâneo Ednaldo do comando da confederação brasileira, com alegações de problemas no processo eleitoral, e colocar como interino o presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), José Perdiz de Jesus.

No pedido, o partido pede que Ednaldo seja recolocado no cargo porque não houve questionamentos do colégio eleitoral da CBF, formado pelas Federações Estaduais e pelos clubes das Séries A e B, a respeito de problemas no pleito que o elegeu, em março de 2022.

O processo, por meio de sorteio, havia caído para o ministro Luiz Fux. Ele se declarou impedido porque seu filho, o advogado Rodrigo Fux, aparece como um dos signatários de um recurso da CBF ao Tribunal de Justiça do Rio no caso. André Mendonça então foi apontado para o julgamento, que não tem data para anúncio da decisão.

Perdiz já assumiu como interino, indicou alguns diretores de sua confiança, apesar de ter mantido toda a estrutura da CBF que estava sob o comando de Ednaldo. A nova eleição tem que ser convocada até 25 de janeiro d 2024 e já há movimentação para a formação de chapas. O próprio presidente afastado pode concorrer.

Entenda o caso

O processo que causou o afastamento de Ednaldo Rodrigues está ativo desde 2018, por iniciativa do Ministério Público do Rio de Janeiro, ainda referente à eleição de Rogério Caboclo, antecessor de Ednaldo.

O MP questiona o estatuto da confederação por estar em desacordo com a Lei Pelé porque prevê pesos diferentes para clubes nas votações para a escolha dos presidentes. Os dirigentes das 27 federações estaduais têm peso 3 na votação, contra peso 2 dos 20 clubes da Série A e peso 1 dos 20 da B.

A Justiça anulou em 2021 a eleição de Rogério Caboclo e determinou uma intervenção na CBF, nomeando Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), como os interventores. Essa decisão foi cassada pouco tempo depois.

A CBF e o Ministério Público fizeram um acordo extrajudicial e assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Na nova eleição, em 2022, Ednaldo Rodrigues, que estava como presidente interino, foi eleito para um mandato completo de quatro anos, até março de 2026.

Gustavo Feijó, que era vice na época de Caboclo, acionou a 2ª instância. O pedido era que o TAC fosse anulado, e Ednaldo afastado, alegando que o juiz de 1ª instância não tinha atribuição para homologar o documento. Foi isso que foi acatado em 7 de dezembro pelo TJ-RJ.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.