Para campeão da Copa de 2002, Vini Jr não deveria sair do Real Madrid
Em entrevista ao PVC, colunista da UOL, ex-jogador contou que também foi vítima de racismo enquanto jogava na Espanha

O ex-jogador e campeão da Copa do Mundo de 2002 Rivaldo se manifestou sobre o caso de racismo sofrido pelo atacante Vinícius Júnior durante a partida entre Real Madrid e Valencia no domingo (21). Para ele, o craque do Real Madrid não deveria abdicar de seu sonho por causa das ofensas racistas.
Em entrevista ao colunista da UOL Paulo Vinícius Coelho, o PVC, o ex-meia contou que também foi alvo de racismo enquanto atuava na Espanha, mas não teve a mesma reação que Vini.
"Eu era chamado de 'mono' (macaco, em espanhol). Percebia quando ia bater um escanteio, às vezes na chegada do ônibus. Cada um reage de um jeito. Eu não olhava, fingia que não era comigo. Talvez isso tenha feito as pessoas acharem que não me influenciava. Comigo, não foi no nível que está acontecendo com Vinicius.", contou.
Para Rivaldo, mesmo com as ações criminosas, Vini não deveria deixar de realizar o sonho de jogar no Real Madrid, um dos maiores clubes da Europa. "Ele não tem de sair do Real Madrid. Tem de continuar jogando como está, em alto nível", argumentou.
O ex-meia acha difícil parar o que está havendo, mas concordou que o jogo contra o Valencia, que foi paralisado por cerca de oito minutos, deveria ter sido interrompido de vez. "Talvez fazer jogos em estádios fechados, sem torcida, ajude a diminuir o que está acontecendo. Tem muita gente má no mundo", finalizou.
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Entenda o caso
Vini Jr foi, novamente, alvo de ofensas racistas nesse domingo (21), durante a partida contra o Valencia, válida pela 35ª rodada da La Liga. Aos 27 minutos da segunda etapa, torcedores do Valencia começaram a gritar "Mono" (macaco, em espanhol) e o jogo foi paralisado. Cerca de oito minutos depois, a partida foi retomada.
No fim do confronto, após provocações de jogadores do Valencia, Vinícius acabou expulso por se desentender com o atacante Hugo Duro. Essa não foi a primeira vez que o craque brasileiro foi alvo de racismo no Campeonato Espanhol.
Personalidades do esporte demonstraram apoio ao jogador, que se manifestou nas redes sociais logo após o jogo. Em resposta ao jogador, o presidente da La Liga, Javier Tebas, minimizou os ataques ao craque.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.
