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LaLiga refuta contradições do Real Madrid e responde críticas sobre o calendário

A equipe de Carlo Ancelotti havia afirmado que não jogaria mais sem um intervalo mínimo de 72 horas de descanso

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Vinícius Júnior brilhou em mais uma vitória do Real Madrid no Campeonato Espanhol • Real Madrid / Instagram

Após novas críticas do Real Madrid, desta vez relacionadas ao curto intervalo de menos de 72 horas entre duas partidas, o presidente da LaLiga, Javier Tebas, utilizou as redes sociais para se defender e rebater os argumentos do clube da capital espanhola.

Em mensagem direcionada ao técnico Carlo Ancelotti, que reiterou as reclamações da equipe após a vitória de 2 a 1 sobre o Villarreal, no sábado, o dirigente tentou destacar as solicitações contraditórias do clube.

Conforme Tebas, o diretor institucional do Real Madrid, Emilio Butragueño, solicitou o adiamento do jogo contra o Leganés, marcado para o dia 29, das 16h15 para as 21h (horário local), para proporcionar um descanso maior aos jogadores que retornam das seleções durante a Data Fifa.

O problema é que este ajuste resultaria em apenas 71 horas antes do embate contra a Real Sociedad, marcado para o dia 1º de abril, nas semifinais da Copa do Rei.

"Carlo, certamente Emilio mencionou que a LaLiga agendou o jogo contra o Leganés para sábado às 16h15, pensando em lhe oferecer mais descanso antes da semifinal. Porém, ele pediu ao diretor de competições da LaLiga que alterasse o horário para as 21h — certamente com o seu conhecimento e autorização, imagino — para beneficiar os atletas que vieram da Data Fifa", escreveu Tebas na plataforma X (anteriormente Twitter).

"E agora temos menos de 72 horas entre o apito final do jogo de sábado e o início da semifinal na terça-feira! Que os melhores avancem para a final! Saudações", concluiu.

Após a vitória do Real Madrid sobre o Villarreal, onde a equipe teve que abrir mão de quatro titulares, Ancelotti criticou o calendário do futebol espanhol e a própria LaLiga, alinhando-se aos protestos veiculados pelo canal oficial do clube, a Real Madrid TV.

“Esta é a última vez que jogaremos uma partida com menos de 72 horas de descanso. Nunca mais faremos isso. Pedimos à liga para alterar o horário do jogo duas vezes, e nada aconteceu, mas esta é a última vez”, declarou Ancelotti em coletiva de imprensa.

O Real Madrid entrou em campo apenas 67 horas após um desgastante jogo de 120 minutos contra o Atlético de Madrid, pela Liga dos Campeões, na quarta-feira.

Em comunicado, o clube ameaçou recorrer à FIFA, que recomenda um intervalo de 72 horas entre as partidas para preservar a saúde dos jogadores, enquanto a LaLiga adota um intervalo mínimo de 48 horas.

ASSOCIAÇÃO SE MANIFESTA

A Associação de Jogadores Espanhóis (AFE) divulgou um comunicado expressando "grande preocupação com as consequências do curto intervalo para a saúde física e mental dos atletas".

A entidade destacou que, além do Real Madrid, o Athletic Bilbao, Real Betis e Real Sociedad também não tiveram respeitado o intervalo mínimo de 72 horas considerado recomendado e acordado desde 2020 com a LaLiga e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

"Dada a elevação do risco de lesões e o agravamento da fadiga pós-jogo entre jogadores de futebol, sempre foi uma diretriz inegociável da AFE garantir que os atletas envolvidos em duas partidas por semana tenham um tempo de recuperação entre 72 e 96 horas.

Essa repetição ao longo do tempo gera uma preocupação significativa devido às consequências para a saúde dos jogadores", declarou a AFE em nota.

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