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Pirlo diz que não será técnico da Itália e abre o jogo sobre polêmica: 'Muito triste'

Ex-jogador de Juventus, Inter e Milan usou as redes sociais para se pronunciar sobre os comentários envolvendo seu nome

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Andrea Pirlo, treinador do United FC, dos Emirados Árabes Unidos
Andrea Pirlo, treinador do United FC, dos Emirados Árabes Unidos • Divulgação/United FC

Andrea Pirlo não será o técnico da Itália. Nesse domingo (26), por meio das redes sociais, o treinador afirmou que foi comunicado pela Federação Italiana de que ele não seria o nome escolhido para conduzir o projeto rumo à Copa de 2030. Além disso, o ex-jogador multicampeão ainda aproveitou para esclarecer questionamentos sobre o envolvimento dele com uma casa de apostas russa. 

O nome do profissional, que atualmente treina o United FC, dos Emirados Árabes Unidos, ganhou força nos últimos dias, após as recusas de Carlo Ancelotti e Pep Guardiola. Contudo, o noticiário italiano começou a ligar a figura dele com a de Sergey Lomakin, empresário russo dono do United FC e ligado à mesma casa de apostas. 

No story do Instagram, Pirlo disse: 

"Por respeito às instituições, à Federação Italiana de Futebol e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. Mas, depois de saber na noite de ontem que deixei de ser candidato ao cargo de técnico da seleção italiana, considero meu dever esclarecer alguns pontos.

Nos últimos dias, acompanhei com grande tristeza o debate que surgiu em torno do meu nome e da possibilidade de assumir o comando da seleção italiana.

Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre exerci minha profissão em total respeito às leis dos países onde trabalhei e aos contratos que assinei. A parceria profissional que foi alvo das recentes polêmicas surgiu no contexto da minha trajetória de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e tem natureza exclusivamente comercial e esportiva.

Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não me representam.

Quero agradecer a Paolo Maldini e Leonardo pela estima e pela confiança que demonstraram em mim. Conheço a competência, a seriedade e o amor que ambos sempre dedicaram ao futebol italiano.

Lamento que uma decisão de caráter esportivo tenha sido rapidamente transformada em um debate público que acabou atribuindo à minha pessoa significados e intenções que não me pertencem.

Meu amor pela Itália não depende de um cargo. Ele faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a me acompanhar, para sempre", finalizou.

 O momento da Seleção Italiana

A seleção da Itália vive um momento de crise histórica. A tetracampeã do mundo não vai a uma Copa desde 2014, tendo ficado de fora de 2018, 2022 e 2026. Por isso, existe a busca pela reconstrução da equipe nacional.

Por conta disso, a Federação Italiana abriu conversas para contar com Carlo Ancelotti e Pep Guardiola. Contudo, ambos os treinadores recusaram o convite da Azzurra.

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Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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