Brasileiro é consolado por rival após vice na Champions e chama atenção de jornais europeus
Gabriel Magalhães perdeu o pênalti decisivo para a vitória do PSG sobre o Arsenal, por 4 a 3 nas penalidades, em decisão neste sábado (30)

O zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal, virou o ‘vilão’ da derrota para o PSG, nos pênaltis, na final da Champions League, neste sábado (30).
Um dos principais jogadores da temporada, o brasileiro perdeu a quinta e decisiva penalidade no confronto em Budapeste. Os franceses venceram por 4 a 3 — Eze e Nuno Mendes, esse do Paris Saint-Germain, também perderam.
Ainda dentro de campo, Gabriel foi consolado pelos companheiros de equipe, incluindo os brasileiros Martinelli e Gabriel Jesus, além de um companheiro de um rival na decisão: Marquinhos, capitão do time bicampeão da UCL.
Marquinhos deu um abraço e conversou brevemente com o conterrâneo no centro do gramado da Puskas Arena. Os dois compõem a zaga titular do Brasil para a Copa do Mundo deste ano.
Repercussão internacional
A falha do camisa 6 dos Gunners, é claro, já repercute na mídia ao redor de todo o mundo. O The Sun, da Inglaterra, apelidou o jogador de ‘Gabri-hell’ (mistura de Gabriel com hell, inferno em inglês) e ainda escreveu:
Pênalti chocante. O zagueiro Gabriel, pilar da defesa do Arsenal, desperdiçou o pênalti decisivo, dando o título aos parisienses mais uma vez. A derrota não poderia ter sido mais brutal para os Gunners.
Já na Espanha, o AS, de Madrid, disse que a penalidade perdida de Magalhães está marcada na história como uma lembrança sombria e terrível.
Apesar disso, o jornal defendeu o brasileiro, colocando-o como um dos melhores defensores do mundo.
O pênalti terrível de Gabriel ficará marcado na história do futebol como uma lembrança sombria. A injustiça do futebol condena aquele que é, possivelmente, o melhor zagueiro do mundo na atualidade.
Magalhães queria bater o 5º pênalti, diz treinador
Gabriel Magalhães também foi defendido por Mikel Arteta, técnico do Arsenal, após o jogo. Segundo o espanhol, na ausência dos quatro principais batedores do time inglês, o zagueiro pediu para assumir a cobrança final.
Porém, faltou eficácia para o brasileiro e para Eberechi Eze, camisa 10 dos Gunners, que também errou uma batida.
O Gabriel queria bater o quinto pênalti. Nós nos preparamos e treinamos para esse momento. Normalmente, os batedores de pênalti seriam o Bukayo (Saka), o Martin (Odegaard) e o Kai (Havertz), com certeza, e sabíamos que, quando chegássemos à prorrogação e aos pênaltis, os batedores seriam outros jogadores. Mesmo assim, com a qualidade que temos, quando o Eberechi (Eze) treina pênaltis, ele não erra nenhum, mas aí você tem que fazer isso neste momento. Tivemos o azar de não ter a mesma precisão e eficiência que eles, e é por isso que não conseguimos vencer.