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Caso Jesús de Miguel: defensor é confundido com goleiro e sofre racismo nas redes sociais

Após a morte do atacante Jesús de Miguel na Espanha, o defensor Michel Owono foi alvo de ataques racistas e ameaças nas redes sociais por ser confundido com um homônimo, goleiro envolvido no lance

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Jesús de Miguel
Jesús de Miguel, atacante do Tenerife, faleceu após choque em campo • Divulgação/X/CDCastellon

A morte do atacante Jesús de Miguel, na Espanha, desencadeou uma onda de críticas, protestos e ataques racistas contra o defensor Michel Owono nas redes sociais. A confusão ocorreu porque Owono foi confundido com um homônimo, goleiro do FC Andorra, envolvido no lance que resultou na morte de De Miguel.

Na terça-feira (3), além dos ataques, Michael Owono teve que lidar com a confusão em torno de seu nome. Ele possui o mesmo sobrenome de Jesús Owono, goleiro do FC Andorra que se envolveu no lance com De Miguel durante um jogo da segunda divisão espanhola.

Assim como seu homônimo, Michael Owono nasceu na Guiné Equatorial, mas atua pelo Can Vidalet, um pequeno clube da Catalunha, na Espanha.

Em nota, Michel Owono reforçou não ser o jogador envolvido no lance com De Miguel. Ele aproveitou a oportunidade para pedir mais respeito e menos ódio no futebol, ao expor os insultos racistas e as ameaças que tem recebido.

Em nota divulgada, Michel Owono declarou:

"Em primeiro lugar, quero expressar meus mais sinceros sentimentos pela morte do jogador do CD Tenerife, Jesús de Miguel, após a dura entrada sofrida na partida contra o FC Andorra.

Meus sentimentos à família, aos entes queridos e a todas as pessoas próximas ao jogador. Neste momento tão difícil, todo o meu apoio e carinho estão com eles. Descanse em paz, Jesús.

Além disso, quero deixar claro que NÃO SOU JESÚS OWONO e que não tenho nenhuma relação com o ocorrido. Estão me confundindo por causa do meu sobrenome e, por isso, recebi inúmeras mensagens de ódio, racismo, insultos e ameaças, algo que me machuca profundamente e que condeno veementemente.

Vivemos em uma sociedade que está cada vez mais doente, na qual o racismo, o ódio e a intolerância parecem ganhar espaço. Não podemos permitir que alguém seja julgado, insultado ou ameaçado pela cor da pele ou pela sua origem. O respeito, a empatia e a humanidade devem estar acima de tudo.

O futebol deve unir, não dividir. O ódio, o assédio e a discriminação não têm lugar em parte alguma, nem no esporte nem na vida.

Obrigado a todas as pessoas que demonstraram apoio, que se preocuparam e que defenderam o respeito neste momento tão difícil. De verdade, agradeço de coração.

POR UM MUNDO COM MAIS RESPEITO, MENOS ÓDIO E MAIS HUMANIDADE."

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