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Entenda como funcionam as cápsulas utilizadas pela Espanha, finalista da Eurocopa

Médica do esporte explica como a tecnologia contribui para a recuperação e tratamento dos atletas

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Capsulas hiperbáricas da Seleção Espanhola • RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol)

Adversária da Inglaterra na final da Eurocopa, Espanha tem chamado a atenção por motivos que vão além do futebol apresentado até agora pela jovem geração da La Roja. Desde o início dos confrontos, a Fúria tem optado por um método de tratamento que virou notícia pelo seu aspecto futurista.

Em um torneio curto e intenso, a tecnologia utilizada pelos espanhóis acelera o processo de regeneração após a fadiga decorrente das partidas.

A primeira fase do método é realizada em uma câmara hiperbárica, um equipamento cada vez mais comum no universo do futebol. Médica com mais de 20 anos de experiência no futebol, a Dra. Flávia Magalhães detalha como a recuperação dos atletas é potencializada por esse artifício.

"As câmaras que os jogadores da Eurocopa estão utilizando oferecem oxigênio puro ao atleta, com uma pressão maior que a atmosférica. Isso faz com que mais oxigênio esteja disponível no plasma sanguíneo, chegando aos músculos. O oxigênio ligado à hemoglobina é dissolvido no plasma sanguíneo, segue em direção aos tecidos e passa para o líquido intersticial por difusão", pontuou.

“Já a crioterapia tem funções distintas e gera controvérsias no mundo do esporte. Logo após uma lesão, ela tem potencial efeito na redução do dano tecidual, diminuindo a liberação de mediadores inflamatórios, como prostaglandinas e citocinas pró-inflamatórias, e, assim, reduzindo a necrose tecidual e o edema. Também auxilia nas alterações nociceptivas, reduzindo a velocidade de condução dos sinais nervosos e diminuindo a percepção da dor”, exemplifica Flávia, por fim.

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