Mushuc Runa 'veste' Cristo Redentor com poncho após vitória sobre o Cruzeiro
Equipe equatoriana foi às redes sociais festejar o triunfo histórico sobre o clube mineiro, pela Copa Sul-Americana

O Mushuc Runa-EQU usou a criatividade para celebrar a histórica vitória dessa quarta-feira (9) sobre o Cruzeiro, por 2 a 1, no Mineirão, pela Copa Sul-Americana. Em publicação no X, o clube divulgou uma montagem com o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, vestindo um poncho, vestimenta tradicional dos povos indígenas equatorianos, com os dizeres “Brasil nos viu triunfar”.
Fundado em 2 de janeiro de 2003, na cidade de Ambato, capital da província de Tungurahua, 'El Ponchito', como é conhecido o clube, nasceu a partir de uma cooperativa indígena com a missão de promover a inclusão social através do futebol.
Raízes indígenas
As raízes do clube são motivo de orgulho. Em seu perfil no Instagram, a equipe se apresenta como “orgulho indígena do futebol equatoriano” e “indígenas fazendo história”. A identidade é levada a sério: o poncho, além de símbolo cultural, é utilizado pelos jogadores nos deslocamentos para os jogos da Sul-Americana.
A equipe representa os Chibuleos, um dos povos indígenas da região central do país. O presidente vitalício do Mushuc Runa é Luis Alfonso Changa Pacho, o idealizador da cooperativa que originou o clube.
Dentro de campo, o resultado foi igualmente marcante. A vitória sobre o Cruzeiro, a segunda do time nesta edição da Sul-Americana, colocou o "El Ponchito" na liderança do Grupo E, com seis pontos. Já o time brasileiro, que jogou com portões fechados no Mineirão por punição da Conmebol, segue sem vencer e amarga a lanterna da chave.
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH. Já atuou em diversas áreas do jornalismo, como assessoria de imprensa, redação e comunicação interna. Apaixonado por esportes em geral e grande entusiasta de games.
Lucas Barbosa é repórter do portal Itatiaia Esporte. Formado pela UFOP e natural de Raul Soares-MG, tem experiência em coberturas esportivas e jornalismo hiperlocal. Apaixonado pelo futebol brasileiro e suas histórias mais profundas, também já passou por veículos de rádio e televisão.




