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Especialista analisa lesão de Koné e estima prazo para retorno aos gramados

O médico afirmou que o principal desafio para o retorno é recuperar a confiança e a força muscular

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Ismael Koné saindo de campo após grave lesão na Copa
Ismael Koné saindo de campo após grave lesão na Copa • Divulgação/Concacaf

Sem dúvidas, um dos lances mais comentados da Copa do Mundo até aqui foi a fratura sofrida por Ismael Koné na partida entre Canadá e Catar. A Itatiaia ouviu o Dr. Bruno Canizares, ortopedista e traumatologista do esporte, para saber mais sobre a lesão sofrida pelo canadense.

Segundo o Dr. Bruno, Koné sofreu uma lesão na tíbia associada a uma fratura na fíbula, de acordo com as imagens e informações divulgadas.

'A tíbia ela é o principal osso que a gente tem de sustentação pro peso do nosso corpo, porque ela é responsável para transmitir praticamente toda a carga entre o joelho e o tornozelo. Já a fíbula ela também suporta uma parte menor da carga, mas ela serve muito mais para oferecer a estabilidade do tornozelo, servindo como ponto de inserção para vários músculos e ligamentos que a gente tem'.

O médico especialista afirmou que é um tipo se lesão que ocorre após um grande trauma, com energia muito alta.

'Isso é um tipo de lesão que normalmente vai acontecer depois de um trauma com uma energia muito alta, principalmente no futebol, quando tem uma dividida muito forte, principalmente com o pé preso no gramado enquanto o corpo continua em movimento, como a gente conseguiu ver no lance que ele estava ainda girando, tornando uma lesão com impacto muito grande, com uma energia muito grande no osso'.

O grande desafio, segundo o médico, é recuperar a força muscular e a confiança, para poder voltar ao alto rendimento. Além disso, o Dr. Bruno afirmou que na grande maioria dos casos é utilizado um tratamento cirúrgico.

'Praticamente todas essas fraturas de tíbia e fíbula, principalmente atleta profissional, o tratamento é cirúrgico. A notícia boa é que é um tipo de fratura que tem um ótimo prognóstico, ela acaba consolidando super bem, né, o osso cola facilmente, mas o grande desafio é recuperar toda a força muscular, a mobilidade do tornozelo, do joelho, toda a capacidade física e a confiança para o atleta voltar ao alto rendimento.

Tempo de retorno

Segundo o médico, o tempo de retorno depende do padrão da fratura, mas há uma estimativa. Pelas imagens, o especialista acredita em um prazo de quatro a seis meses.

'Em relação a esse tempo de retorno, tudo vai depender do padrão que teve a fratura, se ele teve uma lesão de pele ou não. No cenário, como aparentemente foi a do Koné, que é uma fratura bem no meio da região, bem do meio do osso, que costuma ter menos complicações, a gente fala algo em torno de quatro a seis meses para ele voltar a competir'.

Sobre o Dr. Bruno Canizares:

Ortopedista e traumatologista do esporte, com vasta experiência clínica no tratamento das condições ortopédicas que afetam ombro, cotovelo e joelho. Com profundo envolvimento no meio esportivo, adquiriu uma compreensão aprofundada das lesões relacionadas à atividade física e das necessidades dos atletas.

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Formado em jornalismo na PUC Minas. Tem passagens no ge.globo e como setorista do Atlético no Lance! Cobriu uma final de Libertadores e uma edição de Jogos Paralímpicos, além do dia a dia de clubes de futebol.

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