Em quais Copas do Mundo consecutivas o Atlético teve jogadores convocados?

Galo teve três períodos de convocações consecutivas, o maior deles com cinco Copas

Toninho Cerezo disputou duas Copas consecutivas (1978 e 1982) enquanto era jogador do Atlético

Desde a primeira edição da Copa do Mundo em 1930, até o Mundial 2014, o Atlético teve representantes em dez edições diferentes do certame. O Galo já teve campeões pelo Brasil e já foi representado por atletas estrangeiros.

Mas, afinal, em quais Copas consecutivas o Atlético teve jogadores convocados? A seguir, a Itatiaia responde.

Sequências consecutivas do Atlético em Copas do Mundo

Ao todo, o Atlético teve três períodos distintos de convocações consecutivas, sendo o maior deles com cinco Copas seguidas, conforme se esmiuçará abaixo.

  • 1970 a 1986
  • 1998 e 2002
  • 2010 e 2014

Primeira convocação: pioneirismo mineiro em 1930

Copa do Mundo de 1930

  • Mário de Castro, atacante (convocado e recusou)

A história do Atlético em Copas do Mundo começou junto com o nascimento do próprio torneio.

Mário de Castro, ídolo do clube, foi convocado para a Seleção Brasileira, mas recusou a ida ao Mundial por entender que seria reserva.

Apesar da convocação, o Atlético não voltou a ter representantes na edição seguinte, em 1934, encerrando ali o primeiro — e isolado — capítulo.

A maior sequência da história do Atlético: cinco Copas consecutivas (1970 a 1986)

Após 1930, apenas após 40 anos o Galo voltou a ter convocações para Copas do Mundo.

E foi justamente a partir de 1970 o período mais marcante da história do alvinegro em Mundiais, ocorridos entre o ano do tricampeonato mundial do Brasil e 1986.

Durante cinco edições consecutivas do torneio, o clube mineiro teve ao menos um jogador convocado para o Mundial — a maior sequência ininterrupta do Galo na história da competição.

A presença recorrente de atletas atleticanos nas Copas se embasou no alto nível das equipes montadas pelo clube naquele intervalo: foram dez conquistas de Campeonato Mineiro (1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986); e dois vices de Campeonato Brasileiro (1977 e 1980).

Copa do Mundo de 1970

  • Dadá Maravilha, atacante

Na edição em que o Brasil conquistou o tricampeonato mundial, após superar a Itália na final, por 4 a 1, o Atlético teve o primeiro jogador a efetivamente disputar uma Copa: o atacante Dadá Maravilha, que era reserva da constelação ofensiva formada por Jairzinho, Tostão e Pelé.

Copa do Mundo de 1974

  • Ladislao Mazurkiewicz, goleiro (Uruguai)

Quatro anos depois, o Galo manteve presença no Mundial com o goleiro uruguaio Mazurkiewicz, ídolo do Peñarol e uma das grandes referências da posição na década.

Copa do Mundo de 1978

  • Toninho Cerezo, meio-campista
  • Reinaldo, atacante

Na Copa da Argentina, o Atlético voltou a ter dois representantes.

Reinaldo, inclusive, marcou um dos gols mais emblemáticos do clube em Copas, com comemoração que extrapolou o futebol e ganhou contornos políticos.

Ao marcar o gol de empate do Brasil contra a Suécia, na primeira rodada do Grupo C, aos 45 minutos do primeiro tempo, após passe de Cerezo, o atacante comemorou com o punho cerrado.

O gesto que, ainda que sendo habitual por parte do atleta ao longo da carreira, foi considerado uma afronta para os militares - que, àquela altura, governavam o país - e gerou pressão política em face do ídolo atleticano, que viria a ter menos chances na Seleção Brasileira em razão do ocorrido.

Copa do Mundo de 1982

  • Luisinho, zagueiro
  • Toninho Cerezo, meio-campista
  • Éder Aleixo, atacante

A edição da Espanha marcou o auge dessa sequência. O Atlético teve três jogadores convocados — o maior número do clube em uma única Copa do Mundo.

Os atletas atleticanos convocados compuseram a equipe que conquistou o hexacampeonato mineiro (entre 1978 e 1983).

Aquela Seleção, que para muitos foi a mais encantadora da história, acabou sendo eliminada pela Itália, nas quartas de final, após derrota por 3 a 2.

Copa do Mundo de 1986

  • Elzo, volante
  • Edivaldo, atacante

Mesmo com o fim daquela geração histórica, o clube seguiu representado no Mundial do México, encerrando um ciclo de cinco Copas consecutivas com atletas do Atlético.

Entre 1970 e 1986, o Galo esteve presente em todas as Copas do Mundo realizadas, atravessando diferentes gerações, técnicos e contextos do futebol brasileiro.

A sequência contribuiu fortemente para que a equipe mineira se mantenha como o clube de fora do Eixo Rio-São Paulo que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira para a competição, com um total de 13 convocados.

Nova sequência: 1998 e 2002

Após a Copa de 1986, o Atlético passou por um hiato de 12 anos até voltar ao cenário dos Mundiais.

Copa do Mundo de 1998

  • Taffarel, goleiro

    Taffarel defendeu dois pênaltis na semifinal da Copa do Mundo de 1998, contra a Holanda

Copa do Mundo de 2002

  • Gilberto Silva, volante

    Gilberto Silva era jogador do Atlético durante a Copa do Mundo de 2002

Em duas Copas consecutivas, o clube voltou a figurar entre os representantes do Brasil.

Em 1998, na França, o goleiro Taffarel foi o único representante da equipe alvinegra no torneio e teve importante participação na campanha brasileira rumo ao vice-campeonato, ao defender duas cobranças na disputa por pênaltis vencida pelo Brasil, na semifinal contra a Holanda.

No ano de 2002, o Atlético também teve representante único na Copa: o volante Gilberto Silva, que foi um dos pilares para o pentacampeonato da Seleção Brasileira.

O desempenho do jogador foi tão satisfatório que levou o Arsenal a concretizar a contratação de Gilberto após aquela Copa do Mundo.

Última sequência consecutiva: 2010 e 2014

O ciclo mais recente de participações consecutivas ocorreu na década de 2010.

Copa do Mundo de 2010

  • Julio César Cáceres, zagueiro (Paraguai)

Copa do Mundo de 2014

  • Victor, goleiro
  • Jô, atacante

Mesmo sem brasileiros em 2010, o Atlético manteve sua presença no Mundial com o zagueiro paraguaio Cáceres, antes de voltar a ter atletas convocados pela Seleção Brasileira na Copa disputada no Brasil, ambos como reservas.

Presença constante em diferentes gerações

Nesse sentido, salienta-se que a presença em Copas consecutivas evidencia que o Atlético conseguiu se manter relevante em diferentes épocas do futebol mundial.

Do pioneirismo de Mário de Castro, passando pela geração de Cerezo, Éder e Reinaldo, até os títulos mundiais de Dadá Maravilha e Gilberto Silva, o clube construiu uma história sólida de representatividade em Copas do Mundo.

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Repórter em formação com experiência em coberturas locais e interestaduais, com atuação em diferentes frentes do jornalismo. Apaixonado por esportes, especialmente futebol, acompanha o cenário nacional e internacional, com foco em contexto, informação e curiosidades do jogo. Acumula passagem por No Ataque e Estado de Minas.

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