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Danilo vê Brasil atrás de França e Argentina em fator emocional: 'Temos que ser claros'

Para o defensor, Seleção Brasileiraprecisa ser inteligente para usar seus atributos de melhor maneira a fim de alcançar voos altos na Copa do Mundo

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Lateral do Brasil, Danilo em entrevista coletiva
Lateral do Brasil, Danilo em entrevista coletiva • Reprodução / CBF TV

O lateral-direito Danilo reconheceu que o Brasil não tem a mesma maturidade de França e Argentina. Exemplo disso, para o jogador, foi o primeiro tempo da Seleção Brasileira contra Marrocos, em que a equipe viu o adversário dominar as ações da partida e provocar um susto nos atletas brasileiros.

Para Danilo, o Brasil precisa ser inteligente para usar seus atributos de melhor maneira a fim de alcançar voos altos na Copa do Mundo.

"Nós temos que ser claros. Não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje ou como a própria Argentina tem, nós não temos essa maturidade enquanto equipe. O que não quer dizer que a gente não pode fazer um bom papel e provar ganhar e provar chegar longe. Entretanto, as nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes", iniciou em entrevista coletiva.

"Nós temos que usar outro tipo de mecanismo para poder enfrentar esse tipo de jogo. Talvez ficar um pouco mais baixo, talvez não pressionar tanto, talvez aceitar em algum momento que a posse de bola e o comando do jogo possa ser do adversário. Isso para mim é maturidade, é saber enfrentar esses momentos e saber que a hora que eles darem uma brecha para a gente, nós temos o Vinicius, Raphinha, Endrick, Rayan. A hora que eles darem uma brecha nós vamos fazer o gol", prosseguiu.

O defensor fez uma reflexão profunda, relembrando a estreia do Brasil na Copa do Mundo, contra o Marrocos, em que a Canarinho buscou o empate em 1 a 1 no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

"Daquilo que foi o primeiro tempo principalmente do jogo (Marrocos), acho que a melhor forma de crescer e de consertar tudo aquilo é encarar com realidade e com clareza tudo aquilo que aconteceu e penso que isso a gente tem feito muito bem, é ter certeza de que aquele primeiro tempo é um primeiro tempo completamente aquém das nossas capacidades, completamente aquém daquilo que pede a camisa da Seleção Brasileira", afirmou.

"Dito isso, eu penso que a gente teve uma oportunidade da vida de poder voltar para o jogo, de poder se empatar e não ter um resultado que pudesse ter uma influência psicológica importante dentro do nosso grupo e eu acredito sim que a não criação de uma identidade, as trocas constantes, tudo aquilo que aconteceu faz influência nessa questão da ansiedade, nessa questão de quando você tem um plano e uma coisa construída, coesa, quando as coisas começam a ficar difícil você se agarra naquilo. Isso é uma coisa que realmente a gente não conseguiu construir. Isso é claro. Isso é óbvio".

Prateleira do Brasil na Copa do Mundo

Apesar da autocrítica, Danilo foi direto ao ser perguntado se o brasil desceu de prateleira no futebol mundial. Para o lateral, a Seleção Brasileira segue no primeiro patamar do esporte bretão.

"As outras seleções melhoraram muito, a forma de formar jogadores, de montar equipes, ela evoluiu de uma maneira que todo mundo ficou muito igual e isso é em todo tipo de futebol, futebol de seleções, futebol de clube. A diferença entre ganhar, perder, empatar, ser o melhor, ser o pior, ela é muito curta, ela é muito fina. Então, o Brasil está na primeira fileira, sim, sempre vai estar, só se acontecer um desastre muito grande e parar de produzir jogador como a gente produz", declarou.

"Não acho que o Brasil mudou de patamar não, o Brasil continuou na primeira fileira, obviamente isso foi construído não por mim nem pelos jogadores que estão aqui, tem uma galera atrás que precisa ser respeitada e foi quem construiu esse status, essas conquistas, essas cinco estrelas que a gente tem no peito, nossa obrigação é tentar o máximo possível honrar isso e se a gente tiver a possibilidade, com muita entrega, com muito espírito de sacrifício, conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa seria maravilhoso", concluiu.

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Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.

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