Copa do Mundo: veja todos os técnicos campeões do torneio

Comandantes de todo o mundo conduziram seus jogadores ao maior título do futebol

Scaloni comemora o título mundial, conquistado após vitória nos pênaltis sobre a França

Ganhar uma Copa do Mundo significa ser eternizado no mural do futebol. Jogadores e seleções marcam seus nomes na história, entretanto, ela também consagra treinadores que souberam interpretar seu tempo, lidar com contextos políticos e esportivos distintos e transformar talento em conquistas.

Desde 1930, o título mundial esteve nas mãos de técnicos com perfis variados: inovadores táticos, gestores de grupo, líderes carismáticos e estrategistas pragmáticos. Suas trajetórias ajudam a compreender a própria evolução do futebol ao longo dos séculos.

Abaixo, a Itatiaia te relembra todos os técnicos campões da Copa do Mundo:

Alberto Suppici (Uruguai) – 1930

Alberto Suppici foi o primeiro técnico a conquistar uma Copa do Mundo. Até hoje, está nos livros de história como o treinador mais jovem a conquistar um Mundial - quando ganhou, ele tinha 31 anos. Antes de assumir a Seleção Uruguaia, teve breve carreira como jogador no Nacional de Montevidéu, entre 1915 e 1923. Precocemente, destacou-se como dirigente e técnico. Além da Seleção Uruguaia, ele treinou também o Central Español e o Peñarol, ambos do Uruguai.

No Mundial de 1930, disputado no Uruguai, Suppici conduziu a equipe até a vitória por 4 a 2 sobre a Argentina na final e inaugurando a galeria de campeões mundiais.

Vittorio Pozzo (Itália) – 1934 e 1938

Vittorio Pozzo com a taça Jules Rimet em 1938

Único técnico bicampeão mundial, Vittorio Pozzo foi uma das figuras mais influentes do futebol europeu nas décadas de 1930. Ex-jogador, oficial do exército italiano e jornalista, Pozzo por muito tempo acompanhou o dia a dia da Seleção Italiana ‘de fora’.

Além da Seleção Italiana, Pozzo também comandou clubes italianos. Ele foi treinador do Torino por dez anos e depois teve uma passagem de dois anos pelo Milan.

Seu trabalho esteve fortemente ligado ao contexto político do regime fascista, o que gerou controvérsias, mas seu impacto tático permanece como referência histórica.

Juan López Fontana (Uruguai) – 1950

Técnico Fontana ao lado da Seleção do Uruguai na Copa do Mundo de 1950

Fontana comandou o Uruguai no título de 1950, conquistado no Brasil. Com experiência como técnico de clubes uruguaios, assumiu a seleção após ter sido assistente médico no Central Español, na época em que o clube era treinado por Alberto Suppici. Além da Seleção Uruguaia, Fontana também treinou o Peñarol.

Sepp Herberger (Alemanha) – 1954

Técnico Herberger é carregado por jogadores após título da Alemanha na Copa do Mundo de 1954

Herberger foi jogador da Seleção Alemã entre 1921 e 1925. Em 1932, foi nomeado assistente do então treinador, Otto Nerz. Herberger foi o sucessor do cargo depois da eliminação da equipe nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936.

Ele ficou no comando da equipe nacional da Alemanha por quase 24 anos, dividos em duas passagens. Entre elas, dirigiu o clube alemão Eintracht Frankfurt.

Vicente Feola (Brasil) – 1958

Técnico Vicente Feola e Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1958

Feola foi o técnico responsável por conduzir o Brasil ao seu primeiro título mundial. Antes da Copa de 1958, teve carreira marcada por passagens por clubes paulistas. Até hoje, ele detém o recorde de técnico que mais treinou o São Paulo - 532 partidas.

Pela Seleção, ele ficou marcado por apostar em jovens como Pelé e Garrincha.

Aymoré Moreira (Brasil) – 1962

Aymoré Moreira com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1962

Com passagens pela Seleção como jogador, Aymoré assumiu o time do Brasil em um momento de transição. No Mundial de 1962, soube administrar a ausência de Pelé em grande parte do torneio e reorganizar a equipe em torno de Garrincha.

Por clubes, Aymoré passou por diversos clubes do Brasil, incluindo Flamengo, Botafogo, Palmeiras, São Paulo, Santos, Corinthians, Cruzeiro e mais.

Alf Ramsey (Inglaterra) – 1966

Técnico Alf Ramsey com a taça da Copa do Mundo de 1966

Antes de assumir a seleção, Ramsey conquistou o feito de comandar o Ipswich Town ao título inglês. Em 1966, conduziu a Inglaterra ao seu único título mundial, em casa. Apesar das críticas ao estilo pragmático, Ramsey consolidou-se como um dos técnicos mais influentes do futebol britânico à época.

Mário Zagallo (Brasil) – 1970

Zagallo com a taça da Copa do Mundo de 1970

Zagallo é uma das figuras mais importantes da história das Copas. Campeão como jogador em 1958 e 1962, assumiu a Seleção como técnico em 1970 e levantou a taça mais uma vez.

Como jogador, Zagallo iniciou a carreira no América e teve passagens marcantes por Flamengo e Botafogo. Como treinador de clubes, comandou o Rubro-Negro e o Alvinegro, entre outros brasileiros, além de experiências fora do Brasil, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos.

Helmut Schön (Alemanha Ocidental) – 1974

Helmut Schon com a taça da Copa do Mundo de 1974

Schön teve uma longa trajetória à frente da seleção alemã, conduzindo o time a finais consecutivas em 1972 (Eurocopa) e 1974 (Copa). Como Jogador defendeu apenas o Dresdner, de sua cidade natal, além da própria Seleção da Alemanha, pela qual jogou 16 jogos entre 1937 e 1941. Como técnico, além do time nacional, treinou o Hertha Berlim e o Sarre.

César Luis Menotti (Argentina) – 1978

Técnico César Luis Menotti com a taça da Copa do Mundo de 1978

Menotti ficou conhecido como um defensor do futebol ofensivo. Antes da Copa, teve uma carreira sólida em clubes argentinos com passagens pelo River Plate, Boca Juniors e mais. Em 1978, liderou a Argentina ao título mundial em meio à ditadura militar.

Enzo Bearzot (Itália) – 1982

Enzo Bearzot comemora título da Itália na Copa do Mundo de 1982

Bearzot foi responsável pelo terceiro título da Itália. Ele começou a comandar a equipe nacional pelas categorias de formação e depois o profissional. Ao todo, ficou 17 anos no comando da equipe nacional.

Carlos Bilardo (Argentina) - 1986

Bilardo foi técnico da Argentina na conquista da Copa do Mundo em 1986

Carlos Salvador Bilardo nasceu em 16 de março de 1938, em Buenos Aires, e foi o técnico responsável pelo bicampeonato da Argentina. Sob sua liderança, a Seleção Argentina derrotou a Alemanha Ocidental por 3 a 2 na final e conquistou seu segundo título mundial.

A campanha ficou marcada pelas atuações históricas de Maradona, especialmente contra a Inglaterra, mas também pelo equilíbrio coletivo.

Bilardo ainda voltaria à final de uma Copa em 1990, quando perdeu para a Alemanha e ficou com o vice-campeonato.

Franz Beckenbauer (Alemanha) - 1990

Beckenbauer comemora título da Copa do Mundo de 1990, com a Alemanha

Franz Anton Beckenbauer, nascido em 11 de setembro de 1945, em Munique, foi o responsável por levar a Alemanha ao seu tricampeonato. Conhecido como “Der Kaiser”, o ex-jogador da Seleção Alemã liderou o time na vitória por 1 a 0 na final contra a Argentina, com gol de pênalti de Andreas Brehme, garantindo o tricampeonato mundial.

O título teve, também, um peso simbólico importante: Beckenbauer tornou-se um dos raríssimos nomes a conquistar a Copa do Mundo como jogador e como técnico.

Carlos Alberto Parreira (Brasil) - 1994

Carlos Alberto Parreira foi técnico da Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo: 1994 e 2006

Parreira construiu carreira internacional, trabalhando em seleções e clubes de diferentes países. Em 1994, conduziu o Brasil ao tetracampeonato.

Além da Seleção Brasileira, Parreira já participou de Copas do Mundo com as seleçoes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Kuwait e da África do Sul - é o técnico brasileiro que mais dirigiu Seleções de outros países: seis ao todo, em dez passagens.

Aimé Jacquet (França) - 1998

Jacquet levanta taça da Copa do Mundo de 1998

Jacquet enfrentou forte contestação da imprensa francesa antes da Copa de 1998. Ex-jogador e técnico de clubes, apostou na organização defensiva e no talento de Zidane. O título em casa transformou sua imagem pública e marcou o início de uma era vitoriosa para o futebol francês.

Luiz Felipe Scolari (Brasil) - 2002

Scolari comemora na Copa do Mundo de 2002

Felipão é um dos técnicos com mais experiência no Brasil. Com passagens por diversos clubes como Palmeiras, Grêmio, Atlético e Cruzeiro, em 2002, liderou o Brasil ao pentacampeonato.

Como jogador, teve uma carreira singela, concentrada no sul do país. Ele foi revelado pelo Aimoré-RS e teve passagens por Juventude, Caxias e mais.

Marcello Lippi (Itália) - 2006

Marcello Lippi foi campeão do mundo em 2006

Com carreira vitoriosa em clubes, especialmente na Juventus, Lippi assumiu a Itália em meio a um conflito no futebol local. Mesmo assim, conduziu a equipe ao título na Alemanha, destacando-se pela organização tática e gestão emocional do elenco.

Vicente del Bosque (Espanha) - 2010

Vicente Del Bosque levanta taça da Copa do Mundo de 2010

Del Bosque consolidou uma geração histórica do futebol espanhol. Ex-jogador e técnico multicampeão pelo Real Madrid, levou a Espanha ao título mundial mantendo o estilo de posse de bola.

Joachim Löw (Alemanha) - 2014

Joachim Low levanta taça da Copa do Mundo de 2014

Löw fez parte de um projeto de longo prazo da federação alemã. Após ser auxiliar em 2006, assumiu a seleção e promoveu renovação técnica e tática. O título de 2014, conquistado no Brasil, coroou um trabalho focado em futebol ofensivo e formação de atletas.

Didier Deschamps (França) - 2018

Deschamps é celebrado após Copa do Mundo de 2018

Campeão como jogador e técnico, Deschamps construiu carreira marcada pela competitividade. Em 2018, liderou uma seleção jovem ao título na Rússia, reforçando a França como potência do futebol mundial. Deschamps ainda está no comando da França e será o líder na copa deste ano.

Lionel Scaloni (Argentina) - 2022

Scaloni com a taça da Argentina na Copa do Mundo de 2022

Scaloni assumiu a seleção argentina de forma interina e enfrentou desconfiança inicial. Com o tempo, construiu um time equilibrado e competitivo, culminando no título mundial de 2022. Dessa lista, Scaloni é um dos únicos que ainda continua no comando de sua seleção e será o responsável pela Copa de 2026.

Leia também

Giovanna Rafaela Castro é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte

Ouvindo...