Copa do Mundo: taça teve esconderijo inusitado durante a Segunda Guerra Mundial; veja
Troféu que estava em posse italiana após o bicampeonato mundial em 1938, foi 'resgatado' pelo presidente da Fifa

Durante, a Segunda Guerra Mundial, a taça Jules Rimet, troféu da Copa do Mundo, precisou ser escondida para não cair nas mãos do regime nazista. Em meio a um dos períodos mais sombrios do século XX, o objeto que representava o futebol mundial deixou cofres oficiais e passou anos guardado na Itália.
Após a Copa do Mundo de 1938, disputada na França e vencida pela Itália, o troféu ficou sob posse da Federação Italiana de Futebol, já que o país era o atual bicampeão mundial.
Durante anos, a taça Jules Rimet permaneceu ali, protegida apenas pelo silêncio e pela coragem de Barassi, enquanto a Europa vivia bombardeios, invasões e colapsos institucionais. Caso fosse descoberta, o troféu provavelmente teria sido confiscado ou derretido, como aconteceu com inúmeras obras de arte e objetos simbólicos durante o conflito.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a Jules Rimet pôde finalmente voltar à cena pública. O troféu foi devolvido à Fifa e reapareceu oficialmente na Copa do Mundo de 1950, no Brasil, marcando o retorno do torneio após 12 anos de interrupção. Aquela edição, realizada em um mundo ainda em reconstrução, simbolizou não apenas a retomada do futebol internacional, mas também a sobrevivência de um dos maiores ícones do esporte.
Giovanna Rafaela Castro é jornalista graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amante de esportes e suas diversas ramificações no extracampo. Passagem por Estado de Minas.



