Marcar três gols em um único jogo de Copa do Mundo já é um feito raro. Repetir a façanha em edições diferentes do torneio é algo ainda mais extraordinário e, na história dos Mundiais, apenas um jogador conseguiu esse feito: Gabriel Batistuta.
O lendário atacante da Argentina marcou dois hat-tricks em Copas do Mundo, um em 1994 e outro em 1998, e estabeleceu um recorde que permanece único no torneio.
O primeiro hat-trick: Argentina x Grécia em 1994
A estreia de Batistuta em Copas aconteceu em 21 de junho de 1994, no estádio Foxboro, em Massachusetts, nos EUA, diante de mais de 50 mil torcedores.
A Argentina enfrentava a Grécia e venceu por 4 a 0, com atuação dominante do atacante, que marcou três gols na partida.
O primeiro saiu logo nos minutos iniciais, após finalização cruzada. O segundo veio ainda no primeiro tempo, em um chute forte da entrada da área.
No segundo tempo, depois de um golaço de Diego Maradona, Batistuta fechou o placar convertendo um pênalti com um chute forte.
No torneio, ele ainda marcaria outro gol nas oitavas de final contra a Romênia, mas a Argentina acabou eliminada após derrota por 3 a 2.
O segundo hat-trick histórico: Argentina x Jamaica em 1998
Quatro anos depois, Batistuta voltaria a anotar um triplete em Mundiais. Na Copa do Mundo de 1998, na França, a Argentina enfrentou a Jamaica na segunda rodada da fase de grupos.
Depois de marcar o gol da vitória contra o Japão na estreia, o atacante voltou a brilhar.
A Argentina já vencia por 2 a 0 quando Batistuta marcou o terceiro em um chute cruzado forte. Pouco depois, ampliou novamente ao finalizar da entrada da área.
Nos minutos finais, um pênalti deu a ele a chance de alcançar o feito inédito.
Batistuta bateu com força e completou o segundo hat-trick em Copas do Mundo, algo jamais repetido por outro jogador.
Batistuta na seleção argentina
No auge da carreira, Gabriel Batistuta foi um dos atacantes mais temidos do futebol mundial, com passagens marcantes por Boca Juniors - ARG, River Plate - ARG, Fiorentina - ITA e Roma - ITA.
Dono de boa finalização com os dois pés, grande presença física e faro de gol, o argentino combinava força e precisão, características que o levaram a ganhar o apelido de “Batigol”.
Antes mesmo de disputar a primeira Copa do Mundo, Batistuta já era protagonista na seleção argentina. Ele foi campeão da Copa América em 1991 e 1993, marcando gols nas duas finais.
Quando chegou ao Mundial de 1994, nos Estados Unidos, já era uma das principais referências da equipe.
Batistuta disputou três Copas do Mundo:
- 1994 (Estados Unidos)
- 1998 (França)
- 2002 (Coreia do Sul e Japão)
Ao todo, marcou 10 gols em Mundiais, sendo o segundo maior artilheiro da história da Argentina em Copas, atrás apenas de Lionel Messi.
No Mundial de 2002, marcou o gol da vitória argentina sobre a Nigéria na estreia.
Ídolo da Argentina e da Fiorentina
Além do destaque pela seleção, Batistuta construiu carreira histórica na Europa.
Ele se tornou o maior artilheiro da história da Fiorentina, com 202 gols, e também foi, durante muitos anos, o maior goleador da seleção argentina, com 56 gols em 78 partidas.
Em 1999, chegou a ser eleito o terceiro melhor jogador do mundo pela FIFA.