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Copa do Mundo nunca teve campeão com técnico estrangeiro

Mundial de 2026 promete desafiar o tabu ao reunir 26 seleções com treinadores estrangeiros

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Divulgação/Fifa/X

Faltam menos de dois meses para o início da 23ª edição da Copa do Mundo, que será realizada em Estados Unidos, México e Canadá. Às vésperas do torneio, um dado histórico chama atenção: nunca uma equipe comandada por um treinador estrangeiro foi campeã.

Ao longo de quase 100 anos, oito seleções já levantaram o troféu do Mundial: Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, França, Uruguai, Inglaterra e Espanha. Todas elas têm algo em comum: foram comandadas por técnicos da mesma nacionalidade.

Além de nenhum estrangeiro ter conquistado a taça da Copa do Mundo, apenas duas vezes na história um treinador de nacionalidade diferente da seleção conseguiu chegar à final do torneio.

O primeiro a alcançar o feito foi o inglês George Raynor, que comandou a Suécia até a decisão da Copa do Mundo de 1958. Os suecos ficaram com o vice-campeonato após a derrota por 5 a 2 para o Brasil de Pelé e companhia.

O segundo técnico a chegar a uma final de Copa com uma seleção estrangeira foi o austríaco Ernst Happel, que conduziu a Holanda à decisão do Mundial de 1978. A Laranja Mecânica terminou com o segundo lugar após ser superada pela Argentina.

Técnicos estrangeiros na Copa do Mundo de 2026

A Copa do Mundo de 2026 reunirá 48 seleções, na maior edição da história do torneio. Dentre essas equipes, mais da metade será comandada por técnicos estrangeiros.

Até o momento, 26 seleções classificadas para o Mundial estão sob comando de treinadores de outras nacionalidades. Entre as mais tradicionais, destacam-se o Brasil, comandado pelo italiano Carlo Ancelotti; a Inglaterra, do alemão Thomas Tuchel; Portugal, do espanhol Roberto Martínez; e o Uruguai, do argentino Marcelo Bielsa.

Seleções comandadas por estrangeiros no Mundial de 2026

  1. Arábia Saudita: Hervé Renard (Francês)
  2. Argélia: Vladimir Petković (Suíço).
  3. Áustria: Ralf Rangnick (Alemão)
  4. Brasil: Carlo Ancelotti (Italiano).
  5. Bélgica: Rudi Garcia (Francês)
  6. Catar: Julen Lopetegui (Espanhol)
  7. Canadá: Jesse Marsch (Americano).
  8. Colômbia: Néstor Lorenzo (Argentino).
  9. Curaçao: Fred Rutten (Holandes)
  10. Equador: Sebastián Beccacece (Argentino).
  11. Estados Unidos: Mauricio Pochettino (Argentino).
  12. Gana: Carlos Queiroz (Português).
  13. Haiti: Sébastien Migné (Francês)
  14. Inglaterra: Thomas Tuchel (Alemão)
  15. Iraque: Graham Arnold (Australiano)
  16. Jordânia: Jamal Sellami (Marroquino)
  17. Nova Zelândia: Darren Bazeley (Inglês)
  18. Panamá: Thomas Christiansen (Espanhol/Dinamarquês).
  19. Paraguai: Gustavo Alfaro (Argentino).
  20. Portugal: Roberto Martínez (Espanhol)
  21. RD Congo: Sebastien Desabre (Francês)
  22. Suécia: Graham Potter (Inglês)
  23. Tunísia: Sabri Lamouchi (Francês)
  24. Turquia: Vincenzo Montella (Italiano).
  25. Uruguai: Marcelo Bielsa (Argentino).
  26. Uzbequistão: Fabio Cannavaro (Italiano)
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Karen Cristina é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte