Brilho dos artilheiros faz Copa de 2026 se destacar pela média de gols elevada
Até agora são 141 gols nas 48 partidas, média de 2,93 por jogo

A vitória por 1 a 0 da Colômbia sobre a República Democrática do Congo, partida que terminou na madrugada desta quarta-feira (24), foi o 48º jogo da Copa de 2026, a primeira com 48 seleções. Com essa marca, foi igualado o número de confrontos da fase de grupos das últimas sete edições, que tiveram 32 participantes. E o brilho dos artilheiros, como Messi, Mbappé, Haaland, faz com que o Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá tenha uma média de gols superior numa comparação a partir de 1998, na França.
Até agora são 141 gols nas 48 partidas, média de 2,93. A melhor marca entre 1998 e 2022 tinha sido alcançada no Brasil, em 2014, com 136 bolas na rede na fase de grupos, que teve 48 jogos, média de 2,83.
A média atual de 2,93 gols por jogo é a maior desde 1970, quando foram marcados 2,97 por partida.
Neste recorte a partir de 1998, que tem como novidade o aumento de 24 para 32 seleções, em duas edições o artilheiro do torneio teve os mesmos cinco gols que Messi já acumula neste Mundial de 2026, com um hat-trick nos 3 a 0 sobre a Argélia, na estreia, e mais duas bolas na rede nos 2 a 0 sobre a Áustria, na última segunda-feira (22).
Em 2006, na Alemanha, o alemão Miroslav Klose, que neste Mundial perdeu para o craque argentino o posto de maior goleador geral das Copas, foi o artilheiro com cinco gols. Quatro anos depois, com essa mesma marca, essa condição foi dividida por quatro jogadores: Thomas Müller (Alemanha), David Villa (Espanha), Sneijder (Holanda) e Diego Forlán (Uruguai).
Em outras três edições, sempre considerando-se a partir de 1998, o goleador marcou seis vezes. Isso aconteceu com o croata Suker, na França, o colombiano James Rodríguez, no Brasil, em 2014, e o inglês Harry Kane, em 2018, na Rússia.

Geral
No geral, aí sempre se baseando na média de gols, pois o universo de jogos é bem diferente, a melhor média foi registrada em 1954, na Suíça, que teve 140 bolas na rede em 26 partidas, média de 5,38.
Essa marca é praticamente impossível de ser batida. Nesta Copa de 2026 ainda serão disputadas mais 56 partidas, número superior ao jogado nas primeiras 15 edições do torneio.
Para se chegar à média de 5,38 gols por jogo, seria necessário que as redes fossem balançadas 419 vezes nessas 56 partidas restantes, média de 7,48 por confronto.
Isso porque ao final dos 104 jogos, seriam necessários 560 gols para que se tivesse a média de 5,38, que foi registrada em 1954 na Suíça.
No geral, considerando-se as 23 edições, inclusive a atual, é a oitava maior, atrás das seguintes edições: 1954 (5,38), 1938 (4,67), 1934 (4,12), 1950 (4,0), 1930 (3,89), 1958 (3,60) e 1970 (2,97).
Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.




