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Brasil busca apoio da África para vencer disputa pela Copa Feminina de 2027

Votação por parte dos 211 filiados da Fifa definirá, em 17 de maio, a sede da competição; país disputa com candidaturas da América do Norte e da Europa

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Maracanã foi indicado para receber a abertura e a final da Copa de 2027
Maracanã receberá a final do Intercontinental Sub-20 • Divulgação/Maracanã

A cúpula da CBF busca apoio dos países africanos na tentativa de vencer a eleição que definirá, em 17 de maio, a sede da Copa do Mundo Feminina de 2027. O evento ocorrerá em Bangkok, na Tailândia, durante o Congresso da Fifa com votação das 211 associações filiadas.

O Brasil concorre com outras duas candidaturas, uma da América do Norte e outra da Europa, ambas conjuntas: Estados Unidos/México e Alemanha/Bélgica/Holanda.

O plano é que a CAF (Confederação Africana de Futebol) oriente seus 55 filiados a votar na candidatura brasileira. Isso colocaria o país em pé de igualdade na disputa contra os concorrentes da Uefa (União Europeia de Futebol), que têm 55 membros, e da Concacaf (Confederação das Américas do Norte, Central e Caribe), com 41 votantes. Isso, claro, levando em conta que as federações votarão em bloco.

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) fechou apoio em conjunto ao pleito brasileiro, mas tem apenas dez associações filiadas, com dez votos portanto. Pouco perto dos concorrentes, já que Uefa e Concacaf também já orientaram seus filiados a votarem nas candidaturas de seus continentes.

A Itatiaia apurou que a aproximação da CBF ocorreu por meio da federação da África do Sul. O país chegou a se apresentar como opção à Copa Feminina de 2027, mas retirou a pré-candidatura ao entender que dificilmente conseguiria bater as ofertas da dupla da Concacaf e do trio da Europa.

O Brasil promete apoiar uma candidatura sul-africana para a edição de 2031 do torneio feminino. A Copa entre as mulheres nunca ocorreu na América do Sul ou na África. Disputada a cada quatro anos desde 1991, a primeira edição foi na China, passando depois por Suécia, Estados Unidos (duas vezes), China novamente, Alemanha, Canadá, França e, em 2023, Austrália e Nova Zelândia.

Caso a CAF apoie o Brasil, as três candidaturas vão buscar votos nos 47 membros da AFC (Federação da Ásia) para decidir o pleito. A princípio, a AFC não fechará apoio em bloco a nenhum dos participantes da eleição. A Oceania tem 13 votantes.

Técnicos a Fifa estão visitando os países concorrentes para preparar um relatório, que será entregue às associações dias antes da votação. São atribuídas notas a diversos aspectos das candidaturas, como estádios, infraestruturas de transporte e hoteleira, segurança, apoio governamental, etc.

Na teoria esse relatório deveria ser a principal orientação na hora da votação, mas na prática as costuras políticas têm peso maior.

O projeto do Brasil

A CBF sugeriu na proposta enviada que a Copa do Mundo Feminina comece em 24 de junho de 2027, uma quinta-feira, com a abertura no Maracanã, no Rio, em jogo da Seleção Brasileira pelo Grupo A. A final seria em 25 de julho, no mesmo palco, um domingo.

A entidade indicou dez estádios, incluindo o Mineirão, em Belo Horizonte, para receber os jogos da Copa, mas outras dezenas de CTs e estádios menores espalhados pelo Brasil para os treinamentos das 31 Seleções que viajarem ao país para a competição:

  • Mineirão (Belo Horizonte)
  • Beira-Rio (Porto Alegre)
  • Mané Garrincha (Brasília)
  • Arena Pantanal (Cuiabá)
  • Arena da Amazônia (Manaus)
  • Arena Fonte Nova (Salvador)
  • Arena de Pernambuco (Recife)
  • Arena Castelão (Fortaleza)
  • Maracanã (Rio)
  • Neo Química Arena (São Paulo)

“A gente não precisa investir, a gente não precisa construir, a gente já tem um país praticamente pronto para receber uma Copa do Mundo. Temos equipes de trabalho prontas para executar a Copa do Mundo. E a gente tem uma população apaixonada por futebol, um monte de meninas que amam o futebol feminino e que gostariam de ter esse espaço, essa oportunidade”, afirmou ao site da CBF Valesca Araújo, executiva responsável pela candidatura.

Veja locais das partidas por dia:

Fase de grupos:

  • 24 de junho - Grupo A - Estádio Maracanã
  • 25 de junho - Grupo B - Estádio Mineirão e Neo Química Arena
  • 26 de junho - Grupos C e D - Estádio Mané Garrincha, Arena da Amazônia, Arena Pernambuco e Arena Fonte Nova
  • 27 de junho - Grupos E e F - Estádios Mineirão, Maracanã e Beira-Rio
  • 28 de junho - Grupos F e G - Neo Química Arena, Arena Pantanal e Arena da Amazônia
  • 29 de junho - Grupos A e H - Arenas Fonte Nova, Pernambuco e Castelão
  • 30 de junho - Grupos A e B - Estádios Mané Garrincha, Beira-Rio e Maracanã
  • 1 de julho - Grupos C e D - Arena Pantanal, Arena Pernambuco e Estádio Mineirão
  • 2 de julho - Grupos D e E - Arena Castelão, Estádio Beira-Rio e Neo Química Arena
  • 3 de julho - Grupos F e G - Estádio Maracanã, Estádio Mané Garrincha e Arena Fonte Nova
  • 4 de julho - Grupos G e H - Estádio Mineirão, Arena Pantanal e Arena da Amazônia
  • 5 de julho - Grupos A e B - Neo Química Arena, Arena Pernambuco, Estádio Beira-Rio e Estádio Mané Garrincha
  • 6 de julho - Grupos C e D - Arenas Castelão, Fonte Nova, da Amazônia e Pantanal
  • 7 de julho - Grupos E e F - Estádios Maracanã, Mané Garrincha, Mineirão e Beira-Rio
  • 8 de julho - Grupos G e H - Arenas Castelão, Pernambuco, Fonte Nova e Neo Química

Fase final:

Oitavas:
  • 10 de julho - Estádios Mineirão e Beira-Rio
  • 11 de julho - Estádio Maracanã e Arena Pernambuco
  • 12 de julho - Estádio Mané Garrincha e Arena Fonte Nova
  • 13 de julho - Neo Química Arena e Arena Castelão
Quartas:
  • 16 de julho - Estádio Maracanã e Arena Pernambuco
  • 17 de julho - Estádios Mineirão e Mané Garrincha
Semifinais:
  • 20 de julho - Neo Química Arena
  • 21 de julho - Estádio Mané Garrincha
Terceiro lugar:
  • 24 de julho - Estádio Mineirão
Final:
  • 25 de julho - Estádio Maracanã

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.