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Árbitro somali foi barrado por supostos vínculos terroristas, afirma EUA

O juiz Omar Artan não foi autorizado a entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo de 2026

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Omar Artan, árbitro da Somália, foi cortado pela Fifa da Copa do Mundo • Reprodução/Redes Sociais

Impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi barrado por "associação com membros suspeitos de organizações terroristas".

A informação foi publicada pelo portal "ESPN", dos Estados Unidos.

Em declarações na terça (9), Andrew Giuliani, diretor da Força-Tarefa Fifa da Casa Branca, afirmou que o árbitro teve o acesso negado por "razão muito forte", mas não detalhou o caso.

Nesta quarta (10), Omar Artan desembarcou em Mogadíscio, capital da Somália, e falou com a imprensa local, em declarações reproduzidas pela Agência Reuters.

"O que passou, passou, e é o destino. Estou grato por todo apoio que a Fifa me deu", afirmou o árbitro, que foi eleito o melhor da África em 2025.

As restrições migratórias e o impacto no Mundial

A Copa do Mundo é afetada por restrições migratórias dos Estados Unidos. Irã, Haiti, Senegal, Costa do Marfim, Argélia, Cabo Verde e Tunísia enfrentam limitações, com iranianos e haitianos proibidos de entrar no país desde junho de 2025. Outros visitantes foram submetidos a exigências como seguro e revisão de antecedentes.

As delegações de Senegal e Uzbequistão passaram por revistas rigorosas ao desembarcar nos EUA. Já o Irã recebeu vistos especiais para seus jogadores, mas precisou transferir sua base de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México. As mudanças logísticas levaram ao cancelamento de amistosos contra Porto Rico, Panamá e Granada.

A Federação Iraniana de Futebol acusou os Estados Unidos de impedir a distribuição de ingressos destinados à sua cota para o Mundial. Segundo a entidade, torcedores que planejavam viajar para a competição foram prejudicados, e os bilhetes já colocados à venda não poderão mais ser disponibilizados. Os países estão em guerra.

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Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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