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Aniversário do Atlético: relembre a história do Galo em Copas do Mundo

Galo construiu uma relação consistente com a Copa do Mundo, com protagonistas, campeões e personagens históricos, tanto na Seleção Brasileira quanto nas estrangeiras

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Reinaldo disputou Copa do Mundo de 1978, na Argentina
Reinaldo disputou Copa do Mundo de 1978, na Argentina • Divulgação/CBF

No dia 25 de março, o Atlético completa 118 anos. O clube atravessou gerações, revelou grandes jogadores, venceu títulos e marcou também o maior palco do futebol mundial.

Ao longo da história, o Galo construiu uma relação consistente com a Copa do Mundo, seja com protagonistas, campeões, ou personagens históricos, tanto na Seleção Brasileira quanto nas estrangeiras.

A seguir, a Itatiaia esmiúça a história do Atlético em Copas do Mundo.

Mais do que números, é uma história de presença, impacto e relevância.

Presença desde a primeira Copa do Mundo

A história do Atlético em Copas do Mundo iniciou-se junto ao pontapé inicial do torneio, em 1930: Mário de Castro, ídolo alvinegro, foi chamado para defender o Brasil na Copa sediada no Uruguai.

No entanto, o atacante recusou a convocação por entender que seria escalado como reserva de Carvalho Leite, atacante do Botafogo, e só aceitaria ir ao Mundial se fosse titular, condição que não lhe foi garantida. Mário encerrou sua carreira com 100 gols em 195 jogos pelo Atlético, mas em âmbito nacional ficou marcado por esse episódio singular.

Jogadores do Atlético em Copas do Mundo

Ao longo da história, o clube esteve presente em 10 edições de Copa do Mundo, com ao menos um jogador convocado. O Galo é o clube fora do eixo Rio-São Paulo que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira em Copas.

  • Copa do Mundo de 1930: Mário de Castro, atacante (convocado e recusou).
  • Copa do Mundo de 1970: Dadá Maravilha, atacante.
  • Copa do Mundo de 1974: Ladislao Mazurkiewicz, goleiro (Uruguai).
  • Copa do Mundo de 1978: Toninho Cerezo, meio-campista; Reinaldo, atacante.
  • Copa do Mundo de 1982: Luisinho, zagueiro; Toninho Cerezo, meio-campista; Éder Aleixo, atacante.
  • Copa do Mundo de 1986: Elzo, volante; Edivaldo, atacante.
  • Copa do Mundo de 1998: Taffarel, goleiro.
  • Copa do Mundo de 2002: Gilberto Silva, volante.
  • Copa do Mundo de 2010: Julio César Cáceres, zagueiro (Paraguai).
  • Copa do Mundo de 2014: Victor, goleiro; Jô, atacante.

A década de ouro: anos 1970 e 1980

Se há um período que define o Atlético em Copas, ele está entre 1974 e 1986.

Foram quatro Copas consecutivas com jogadores titulares, algo raro até mesmo entre gigantes do futebol brasileiro e internacional.

A década coincidiu com uma excelente safra do Atlético, que conquistou o hexacampeonato mineiro entre 1978 e 1983 e teve bons desempenhos até o fim da década de 1980, fato que motivou a lembrança de atletas pela Seleção Brasileira.

Entre todas as décadas, os anos 1980 foram o período de maior presença do Atlético em Copas do Mundo.

Neste período, o clube teve cinco jogadores convocados, distribuídos em duas edições do torneio, número que representa o maior da história alvinegra em um mesmo recorte de dez anos.

Toninho Cerezo disputou as duas Copas consecutivas (1978 e 1982) enquanto era jogador do Atlético • Divulgação/Atlético
Toninho Cerezo disputou as duas Copas consecutivas (1978 e 1982) enquanto era jogador do Atlético • Divulgação/Atlético

Copa do Mundo de 1982

  • Luisinho (zagueiro)
  • Toninho Cerezo (meio-campista)
  • Éder Aleixo (atacante)

Copa do Mundo de 1986

  • Elzo (volante)
  • Edivaldo (atacante)

Ranking das décadas do Atlético em Copas do Mundo

  • Anos 1980 – cinco jogadores
  • Anos 1970 – quatro jogadores
  • Anos 2010 – três jogadores
  • Anos 1990 – um jogador
  • Anos 2000 – um jogador

Quando o Galo teve mais jogadores em uma Copa?

O auge aconteceu na Copa do Mundo de 1982, na Espanha.

O Atlético teve três jogadores convocados, todos pela Seleção Brasileira:

  • Luisinho
  • Toninho Cerezo
  • Éder Aleixo

Foi a única vez que o clube atingiu esse número em uma mesma edição.

Copas com múltiplos representantes

Ao longo dos anos, o Atlético teve mais de um jogador convocado em quatro edições:

  • 1978 – dois jogadores (Toninho Cerezo e Reinaldo)
  • 1982 – três jogadores (Luisinho, Toninho Cerezo e Éder Aleixo)
  • 1986 – dois jogadores (Edivaldo e Elzo)
  • 2014 – dois jogadores (Victor e Jô)

Titulares do Galo em Copas do Mundo

Nem todos os convocados foram protagonistas, mas alguns fizeram história como titulares.

Ao todo, seis jogadores do Atlético foram titulares de seleções em Copas do Mundo, distribuídos entre diferentes gerações e edições do torneio.

Os titulares do Galo em Copas do Mundo aparecem em seis edições diferentes, entre 1974 e 2002, representando tanto o futebol brasileiro quanto seleções estrangeiras.

Seleção Brasileira que jogou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, tinha Luisinho, Toninho Cerezo e Éder Aleixo • Divulgação/CBF
Seleção Brasileira que jogou a Copa do Mundo de 1982, na Espanha, tinha Luisinho, Toninho Cerezo e Éder Aleixo • Divulgação/CBF
  • Jogadores do Atlético titulares em Copas: seis
  • Copas com titulares atleticanos: seis (1974, 1978, 1982, 1986, 1998 e 2002)
  • Seleções representadas: Brasil e Uruguai
  • Jogadores campeões do mundo: Gilberto Silva (2002)
  • Maior edição: Copa de 1982, com três titulares

Copa do Mundo de 1974: Mazurkiewicz, referência mundial no gol

Na Copa do Mundo de 1974, disputada na Alemanha, o Atlético teve como titular o lendário goleiro Ladislao Mazurkiewicz, defendendo a seleção do Uruguai.

Considerado um dos maiores arqueiros da história do futebol sul-americano, Mazurkiewicz foi titular absoluto da Celeste Olímpica, reforçando o peso internacional do Atlético naquele período.

Mazurkiewicz foi goleiro do Atlético e jogou 13 vezes pelo Uruguai em Copas do Mundo • Divulgação/AUF
Mazurkiewicz foi goleiro do Atlético e jogou 13 vezes pelo Uruguai em Copas do Mundo • Divulgação/AUF

Copa do Mundo de 1978: Toninho Cerezo assume o meio-campo

Quatro anos depois, na Copa do Mundo da Argentina, o Galo voltou a ter um titular em seleções.

O meio-campista Toninho Cerezo foi titular da Seleção Brasileira em 1978, iniciando partidas e se consolidando como um dos grandes nomes do futebol nacional naquele ciclo.

Reinaldo, ídolo do clube, era reserva do escrete canarinho, mas foi titular no confronto diante da Argentina.

Copa do Mundo de 1986: Elzo mantém o Galo representado

Na Copa do Mundo de 1986, no México, o volante Elzo foi titular da Seleção Brasileira em partidas do torneio.

O jogador conquistou os estaduais de 1985 e 1986 pelo Galo.

Copa do Mundo de 1998: Taffarel, segurança no gol brasileiro

Em 1998, na França, o Atlético voltou a ter um nome de peso como titular.

O goleiro Taffarel foi o camisa 1 da Seleção Brasileira durante toda a campanha, que terminou com o vice-campeonato mundial.

Ídolo da posição, o arqueiro consolidou seu nome entre os maiores goleiros da história do futebol brasileiro, ao defender duas cobranças na disputa por pênaltis vencida pelo Brasil, na semifinal contra a Holanda.

Taffarel defendeu dois pênaltis na semifinal da Copa do Mundo de 1998, contra a Holanda • Divulgação/CBF
Taffarel defendeu dois pênaltis na semifinal da Copa do Mundo de 1998, contra a Holanda • Divulgação/CBF

Copa do Mundo de 2002: Gilberto Silva, pilar do penta

A lista de titulares atleticanos em Copas se completa em 2002, quando o volante Gilberto Silva foi titular da Seleção Brasileira campeã do mundo.

Discreto, eficiente e fundamental no equilíbrio da equipe, Gilberto atuou como um dos pilares do time comandado por Luiz Felipe Scolari, ajudando o Brasil a conquistar o pentacampeonato mundial.

Ronaldo Fenômeno e Gilberto Silva comemoram a conquista do penta em 2002 • Divulgação/CBF
Ronaldo Fenômeno e Gilberto Silva comemoram a conquista do penta em 2002 • Divulgação/CBF

Campeões do mundo com o Atlético

O Galo esteve presente em duas conquistas da Seleção Brasileira:

  • 1970 – Dadá Maravilha (elenco)
  • 2002 – Gilberto Silva (titular)

Naquela edição, Dadá foi convocado por Zagallo e fazia parte de uma das maiores Seleções da história do futebol.

Apesar de não ser titular, o atacante esteve entre os campeões mundiais, como suplente de nomes como Pelé, Jairzinho e Tostão, participando do grupo que venceu a Itália por 4 a 1 na grande final.

O título de 1970 foi o primeiro da história do Galo com um atleta campeão do mundo pela Seleção Brasileira.
Trinta e dois anos depois, o Galo voltou a ter um representante em uma campanha vitoriosa do Brasil.

Diferentemente de 1970, o Atlético teve em 2002 um atleta com protagonismo direto dentro de campo.

Gilberto Silva foi titular absoluto da equipe comandada por Luiz Felipe Scolari e um dos pilares do meio-campo da Seleção pentacampeã, formando dupla com Kléberson e garantindo equilíbrio defensivo ao time.

Dadá Maravilha (segundo sentado da esquerda para a direita) foi campeão mundial em 1970 • Divulgação/CBF
Dadá Maravilha (segundo sentado da esquerda para a direita) foi campeão mundial em 1970 • Divulgação/CBF

Estrangeiros do Atlético em Copas

A história atleticana em Copas não se limita ao Brasil.

O clube teve dois estrangeiros convocados enquanto atuavam pelo Galo:

  • 1974 – Mazurkiewicz (Uruguai)
  • 2010 – Julio César Cáceres (Paraguai)

Cáceres, inclusive, participou da melhor campanha da história do Paraguai, chegando às quartas de final.

2014: o Galo no Mundial disputado no Brasil

A Copa de 2014 marcou um momento simbólico.

Meses após a conquista da Libertadores em 2013, o Atlético teve dois convocados:

  • Victor

Ambos foram reservas, mas representaram o clube na última Copa disputada em território brasileiro.

Gols atleticanos em Copas do Mundo

Jogadores do Atlético marcaram três gols em Copas, todos pela Seleção Brasileira:

  • Reinaldo – Copa do Mundo de 1978 (um gol)
  • Éder Aleixo – Copa do Mundo de 1982 (dois gols)

Em 1978, Reinaldo marcou o gol de empate do Brasil contra a Suécia, na primeira rodada do Grupo C, aos 45 minutos do primeiro tempo, após jogada construída por Cerezo.

O gol se tornou histórico por questões extracampo: Reinaldo comemorou com o punho cerrado.

Já em 1982, após passe de Falcão, Éder dominou a bola com categoria e, de fora da área, soltou uma bomba de pé esquerdo.

O chute foi indefensável para o goleiro Rinat Dasayev e garantiu a vitória brasileira na estreia da Copa , contra a  União Soviética.

Na segunda partida do Mundial, Éder voltou a brilhar e marcou contra a Escócia o terceiro gol “atleticano” em COpas

Galo em Copas: história e legado

A história do Atlético em Copas não é marcada por volume massivo de convocados, mas por momentos pontuais e importantes. Nesse sentido são:

  • 10 Copas com representantes
  • seis titulares
  • quatro edições consecutivas com titulares (1974 a 1986)
  • dois títulos mundiais com participação do clube (1970 e 2002)
  • dois jogadores estrangeiros
  • três gols
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Repórter em formação com experiência em coberturas locais e interestaduais, com atuação em diferentes frentes do jornalismo. Apaixonado por esportes, especialmente futebol, acompanha o cenário nacional e internacional, com foco em contexto, informação e curiosidades do jogo. Acumula passagem por No Ataque e Estado de Minas.

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