Tem favorito? Gilberto Silva projeta PSG x Arsenal e relembra final contra o Barcelona
Decisão será no Puskás Aréna, em Budapeste, no início da tarde deste sábado (29)

Ídolo do Arsenal, Gilberto Silva deu a sua opinião sobre a final da Champions League, que será disputada entre os Gunners e o PSG neste sábado (30), às 13h (de Brasília). A decisão será no Puskás Aréna, em Budapeste.
Vale destacar que o duelo será entre o atual campeão francês e o atual vencedor da Premier League. Isso porque, após ser vice por três temporadas seguidas, o Arsenal conseguiu quebrar um jejum de 22 anos e se tornar campeão do país bretão. O último título inglês dos Gunners havia sido conquistado em 2003/04, com Gilberto Silva. Aquele time ficou conhecido como "The Invincibles" por ter vencido a liga de forma invicta.
"É uma final de Champions League. Muita gente não coloca o Arsenal favorito, coloca o PSG, que é o atual campeão. Faz parte. Em final não existe favorito. É uma final super difícil. Óbivo que o PSG está jogando um belíssimo futebol, é o atual campeão. Mas perdeu a final do Super Mundial para o Chelsea, o que mostra que não é um clube imbatível", declarou o pentacampeão do mundo em entrevista exclusiva à Itatiaia.
É possível vencer, se tratando de um jogo só. Até pelo momento super positivo do Arsenal. Eles têm totais condições de vencer o PSG, serem campeões e finalizar a temporada com uma festa em dose dupla.
Final da Champions League contra o Barcelona
Gilberto Silva esteve na última final e Champions disputada pelos Gunners, na temporada 2005/06. A decisão foi entre Arsenal e Barcelona, e terminou de forma trágica para o clube inglês. Na ocasião, os Gunners dominaram o início do jogo, mas com apenas 18 minutos do primeiro tempo, o goleiro Jens Lehmann foi expulso. Ainda assim, Joe Campbell abriu o placar, mas, no segundo tempo, o Barça virou com Samuel Eto'o e Belletti nos minutos finais.
O ex-jogador deu méritos à competência daquele Barcelona, que na época tinha Ronaldinho Gaúcho como líder.
"O time era tido como um dos maiores. Chegou na final pela competência, assim como nós. Acaba que o jogo ficou desigual a partir do momento em que nós tivemos um jogador a menos. Jogar uma final conta um time como o Barcelona, que gosta da posse de bola. Ficou muito desproporcional. O desgaste que tivemos naquela partida foi absurdo. Conseguimos segurar o resultado de 1 a 0 mesmo com um jogador expulso", analisou Gilberto Silva.
O ídolo dos Gunners ainda se questiona sobre aquela final. Ele pensa na possibilidade se o árbitro tivesse deixado o lance continuar, Eto'o faria o gol e a gente voltaria com igualdade em número de jogadores em campo.
"São as coisas do futebol, faz parte. É dolorido. Esse momento me dói até hoje. Nunca consegui assistir aquele jogo e analisar detalhes e ver se poderíamos ter vencido ou poderia ter sido muito pior. Nunca consegui porque realmente dói. A dor da derrota é muito grande. Espero que agora o grupo consiga fazer o que nós não conseguimos naquela época", concluiu.
Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.


