Após crise por causa do Super Mundial, Fifa se reaproxima de associação de jogadores
Presidentes da Fifa e da Fifpro se reuniram em Zurique, na Suíça, e jogaram até uma partida em um dos campos na sede da entidade que controla o futebol

A Fifa e a Fifpro, união global de jogadores de futebol, tiveram reunião nesta quarta-feira (29) em Zurique, na Suíça, cidade na qual fica a sede da entidade que comanda o futebol mundial. Na pauta uma reaproximação após atritos, principalmente por causa do calendário.
Desde 2023, a Fifpro criticava a criação do Super Mundial de Clubes, torneio que será quadrienal, logo após a temporada europeia, entre junho e julho, e que terá a primeira edição em 2025, nos Estados Unidos. A abertura será em 14 de junho, em Miami, e a final na região de Nova York em 13 de julho.
A Fifpro pedia à Fifa que revisse a decisão da criação do Super Mundial, segundo eles, mediante incômodo dos jogadores. A associação questionou que as datas cortam parte do período de férias das equipes europeias, dedicado ao descanso físico e mental dos atletas.
Em 2024 houve também críticas à criação da Copa Intercontinental, uma adaptação do Mundial de Clubes anual, que terá as finais sempre disputadas em dezembro.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, se reuniu com Sergio Marchi, presidente da Fifpro. Também participaram do encontro o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafströn, e o chefe de operações da entidade, Kevin Lamour, além de David Terrier e Maheta Molango, pela Fifpro, e Stéphane Burchkalter, secretária-geral interina.
"Os jogadores estão no centro das considerações da Fifa, e pretendemos colaborar com a Fifpro em um espírito de respeito e apoio mútuo. A Fifa acredita muito fortemente na contribuição e na voz dos jogadores dentro de nossa instituição, e trabalharemos em estreita colaboração com o presidente Marchi e sua equipe para proteger os jogadores e o jogo", disse Infantino.
A aproximação deve evitar, por exemplo, qualquer ação legal por parte da Fifpro que possa atrapalhar a realização do Super Mundial. Com aceitação dos clubes, com os direitos de transmissão negociados e acordos comerciais de patrocínio sendo fechados, um cancelamento do torneio neste momento é inviável.
Em 2024, Fifa e Fifpro também entraram em colisão por causa do caso Diarra. O jogador acionou a Fifa no Tribunal de Justiça da Europa após ter sido demitido por "justa causa" do Lokomotiv Moscou e não conseguir jogar em outro clube, que deveria ser solidário à multa que os russos cobravam do atleta.
A entidade máxima do futebol foi obrigada a mudar suas regras de transferências por causa disso. A Fifpro apoiou o ex-jogador.
Após a reunião desta quarta, os executivos ainda jogaram uma partida de futebol em um dos campos anexos à sede da Fifa.
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



