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Presidente do Flamengo explica recusa ao uso do CT na Copa do Mundo Feminina: ‘Não é obrigação’

Brasil receberá o torneio entre 24 de junho e 25 de julho, com a final marcada para o Maracanã, no Rio de Janeiro

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Bap, presidente do Flamengo, em entrevista ao Mengo Cast
Bap, presidente do Flamengo • Reprodução/Flamengo TV

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, explicou neste domingo (26) por que o clube decidiu não disponibilizar o Ninho do Urubu para servir como centro de treinamento da Copa do Mundo Feminina de 2027

Em entrevista antes da partida contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, o dirigente afirmou que o CT está totalmente dedicado às atividades do clube e disse que o Rubro-Negro não tem obrigação de interromper sua rotina por causa do torneio.

Nas últimas semanas, representantes da Fifa visitaram diversos centros de treinamento do país como parte do planejamento para o Mundial, que será disputado no Brasil. O Ninho do Urubu, porém, ficou de fora da lista de locais disponíveis.

Segundo Bap, o Flamengo concentra todas as categorias de base no CT e conduz uma série de investimentos voltados à infraestrutura do futebol.

“Não é uma obrigação. A gente não entende que devamos parar. Trouxemos todas as atividades que nós tínhamos nas categorias de base para dentro do CT. O Flamengo tinha vários campos, mas treinava fora, não usava a infraestrutura que tinha. Trouxemos todos esses caras para dentro.”

O presidente também revelou que o clube pretende inaugurar, até meados do próximo ano, um miniestádio com capacidade para 4.500 pessoas. O espaço receberá partidas do futebol feminino e atenderá às exigências de competições nacionais.

“Até meados do ano que vem, a gente deve ter um miniestádio para 4.500 pessoas. Vai poder ter jogo do futebol feminino. (…) Tem muita coisa acontecendo no CT e o investimento é para o Flamengo. Nós não temos nada a ver com a Copa do Mundo de futebol feminino.”

Além da utilização do centro de treinamento, Bap criticou a paralisação do calendário do futebol masculino durante a realização da Copa do Mundo Feminina. Na avaliação do dirigente, a interrupção prejudica o planejamento esportivo e financeiro dos clubes.

“O que seria eventual está começando a acontecer todos os anos. Esse ano, foi Copa do Mundo (masculina). Ano que vem é Copa do Mundo de futebol feminino. Eu entendo que não deveria paralisar o futebol (masculino), mas aparentemente vai paralisar.”

O presidente afirmou que o clube utiliza o CT de forma cada vez mais intensa e considera desnecessário abrir mão da estrutura para um evento temporário.

“O nosso está cada vez mais povoado pelas nossas atividades, e não faz sentido sair da nossa casa por conta de um evento extemporâneo que vem, e é episódico.”

Impacto financeiro

Bap também demonstrou preocupação com os efeitos financeiros das paralisações. O dirigente citou como exemplo a Copa do Mundo masculina deste ano e lembrou que o Flamengo ficou mais de dois meses sem receitas relacionadas às partidas.

“Agora (na Copa do Mundo masculina), foram mais de 70 dias sem receitas. Isso maltrata a gente. Continuamos tendo que pagar salários, (direitos de) imagem, leis sociais… sem ter outras receitas.”

Na visão do presidente, torneios internacionais reduzem as datas disponíveis para as competições nacionais e aumentam a pressão sobre o calendário e as finanças dos clubes.

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será a primeira disputada na América do Sul. O Brasil receberá o torneio entre 24 de junho e 25 de julho, com a final marcada para o Maracanã, no Rio de Janeiro.

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Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.

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