GT Paz nas Arenas: grupo visitou Mineirão em preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027
Gigante da Pampulha será um dos oito estádios escolhidos para sediar jogos do Mundial no Brasil

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será sediada no Brasil, e Belo Horizonte é uma das oito cidades-sede do evento. O Mineirão foi um dos estádios escolhidos e, nessa quarta-feira (7), uma comitiva comandada pelo GT Paz nas Arenas visitou o Gigante da Pampulha.
O estádio recebeu um grupo formado por magistrados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), conselheiros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e representantes de diversos estados e instituições que integram o Sistema de Justiça.
A visitação passou pelas instalações do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, antes e durante a partida entre Cruzeiro e São Paulo, válida pela 29ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
A experiência fez parte da agenda cumprida por membros do Grupo de Trabalho (GT) Paz nas Arenas, do CNJ, em Belo Horizonte. O GT reúne representantes de tribunais e outras instituições para compartilhar experiências e buscar a padronização de procedimentos de prevenção à violência e de atendimento às ocorrências registradas durante grandes eventos.
A agenda em Belo Horizonte fez parte da implementação da Resolução CNJ nº 662/2025, que estabeleceu parâmetros nacionais para o funcionamento dos Juizados Especiais do Torcedor e dos Grandes Eventos.
No Mineirão, a equipe percorreu as instalações do Juizado Especial Criminal (Jecrim), no estacionamento G2, assim como a "Sala Lilás", espaço de acolhimento a mulheres, crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis, dedicado ao atendimento em casos de assédio, importunação sexual, injúria racial e outras formas de violência ocorridas dentro do estádio.
As próximas paradas foram a delegacia móvel da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e o espaço dedicado ao Centro de Controle de Operações do Mineirão, que monitora mais de 364 câmeras de vigilância.
A visita foi finalizada no camarote adaptado para atender às necessidades específicas de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“Os conselheiros averiguaram todas as nossas instalações e conheceram rotas de fuga, planos e segurança. Além disso, observaram a atuação integrada entre as Polícias Militar e Civil e o Poder Judiciário, percebendo a preparação que Minas Gerais está fazendo para a Copa do Mundo. E esse é o papel do CNJ, que quer paz nas arenas”, declarou a juíza Beatriz Junqueira Guimarães, integrante da Coordenadoria dos Juizados do Torcedor e de Grandes Eventos do TJMG e do GT Paz nas Arenas.
Coordenador do grupo, o conselheiro Paulo Régis Machado Botelho afirmou que a atividade visou “justamente observar o funcionamento e colher subsídios para que, quando a Copa do Mundo Feminina chegar, possamos receber bem as pessoas, representando tudo que o povo brasileiro é: acolhedor e hospitaleiro”:
“Queremos dar exemplo de tratamento ao público que vai aos estádios, para que as famílias voltem, para que as mulheres compareçam. Acho que a Copa do Mundo Feminina tem esse potencial de dinamizar a presença feminina e a presença de famílias nas arenas”, finalizou Paulo Régis.
Jornalista em formação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonada por esportes (principalmente futebol e vôlei) e cultura. Passagem pela equipe de comunicação da UFMG.



