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Fifa garante orçamento recorde para Copa feminina no Brasil

Entidade prevê investimento total de aproximadamente R$ 4,2 bilhões no torneio

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Taça da Copa do Mundo feminina
Taça da Copa do Mundo feminina • Divulgação / Fifa

A Fifa anunciou um robusto plano financeiro para a Copa do Mundo feminina de 2027, que será realizada no Brasil. De acordo com o relatório anual divulgado nesta quinta-feira (19), a entidade prevê um investimento total de 800 milhões de dólares (cerca de R$ 4,2 bilhões) no torneio.

Desse montante, aproximadamente 43% — o equivalente a 344 milhões de dólares (R$ 1,8 bilhão) — será destinado diretamente ao desenvolvimento do futebol feminino por meio de contribuições específicas. A competição está programada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho.

Outro destaque do planejamento é a expectativa de receitas comerciais. A Fifa projeta arrecadar cerca de 70 milhões de dólares (R$ 367 milhões) apenas com licenciamento, o maior valor já registrado na história da Copa do Mundo feminina. O investimento total previsto para o torneio no Brasil representa praticamente o dobro do aplicado na edição anterior, realizada em Austrália e Nova Zelândia, que marcou a estreia do formato com 32 seleções.

Além disso, o Conselho da entidade decidiu que as sedes das edições seguintes do Mundial feminino serão definidas até o final deste ano, durante um congresso extraordinário. Para 2031, há uma candidatura única formada por Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica. Já a edição de 2035 deve acontecer no Reino Unido, com jogos distribuídos entre Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. Ambos os torneios contarão com 48 equipes, ampliando o número atual em 16 seleções.

Recordes em receitas

O relatório também apresenta projeções financeiras mais amplas. A Fifa estima arrecadar 14 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 73 bilhões) no ciclo entre 2027 e 2030 — período que compreende o intervalo entre Copas do Mundo masculinas. Desse total, 26% já está assegurado por contratos firmados.

A entidade planeja reinvestir quase todo esse valor, cerca de 13,9 bilhões de dólares. A Copa do Mundo masculina de 2030, que terá partidas em seis países — Espanha, Portugal, Marrocos, Argentina, Uruguai e Paraguai — deve receber 3,3 bilhões de dólares (R$ 17,3 bilhões).

Outro projeto de destaque é a Copa do Mundo de Clubes de 2029, ainda sem sede definida, mas com interesse do Brasil. A previsão de investimento é de 2,2 bilhões de dólares (R$ 12 bilhões), tornando a competição uma das prioridades financeiras da entidade, mesmo com apenas uma edição realizada até agora.

Segundo o documento, o desempenho recente desse torneio já impactou positivamente as finanças da Fifa. A edição de 2025, realizada nos Estados Unidos, ajudou a elevar a receita anual para 2,6 bilhões de dólares (R$ 13,6 bilhões), superando em quase 10% a projeção inicial.

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Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.

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