O meia Miguelito, do
O jogador do Coelho, que está emprestado pelo
Naquele duelo, o jogador do América foi acusado do crime pelo atacante Allano, do Operário-PR, durante partida no estádio Germano Kruger, em Ponta Grossa-PR. Desde então, Miguelito chegou a ser preso, prestou depoimento na Polícia Civil e foi denunciado na esfera criminal pelo Ministério Público do Paraná.
Além disso, o jogador foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e suspenso por cinco partidas, assim como sentenciado a pagar multa de R$ 2 mil. Dois jogos de suspensão já foram cumpridos, restando mais três compromissos da pena imposta.
Essa é a primeira convocação da Bolívia após o caso envolvendo Miguelito. O jogador de 21 anos é tido como promessa do país e fez parte do elenco em todas as 14 rodadas já disputadas nas Eliminatórias, quase sempre como titular. Na última participação, em março, ele foi titular contra Peru e Uruguai, e chegou a marcar contra os peruanos.
A Bolívia soma 14 pontos na competição e está em 8º de dez equipes na busca de uma vaga no mundial.
Relembre o caso contra Miguelito
Miguelito foi preso em flagrante na noite do dia 4 de maio, após ser acusado de cometer injúria racial contra o atacante Allano, do
Em súmula, o árbitro da partida, Alisson Sidnei Furtado, detalhou o episódio. Segundo ele, Allano o abordou aos 30 minutos do primeiro tempo e afirmou que foi chamado por Miguelito de “preto cagão”.
“Após a comunicação do atleta da equipe mandante, imediatamente foi realizado o protocolo antirracismo, em sua primeira etapa, a qual consiste na paralisação do jogo, realização do gestual antirracista e o anúncio feito no estádio, explicando o motivo da paralisação do jogo e que se o incidente não cessasse, a partida seria interrompida”, completou o árbitro no registro da súmula.