Nem CR7, nem Neymar: Romário cita três jogadores que considera melhores que ele
Baixinho conquistou Copa do Mundo de 1994 com Seleção Brasileira

Romário citou três jogadores que considera que jogaram mais que ele, em entrevista à Record. O Baixinho ignorou nomes de peso como Cristiano Ronaldo e fez uma ressalva sobre Neymar.
Pelé, Maradona, Messi e, talvez, Garrincha. Igual a mim, só o Ronaldo. Neymar também poderia ter empatado comigo se tivesse mais sequência de jogos.
Carreira de Romário
Romário de Souza Faria nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 29 de janeiro de 1966. O então jovem atacante despontou cedo, com sucesso repentino nas categorias de base do Olaria até chegar ao Vasco da Gama, onde se profissionalizou.
Começava então uma história de amor e ódio no Gigante da Colina. Em 1985, Romário estreou no profissional e teve um ano com 24 gols em 39 jogos, de acordo com o Netvasco, site especializado no Cruz-Maltino.
Na primeira passagem pelo Vasco, também começara a história de Romário pela Seleção Brasileira. Em 1987, o Baixinho iniciou a trajetória com a Amarelinha - foram, ao todo, 55 gols em 71 jogos pela equipe principal.
Em 1988, Romário teve a primeira grande experiência com a Seleção, na Olimpíada de Seul. Foram sete gols, sendo artilheiro da competição, e a medalha de prata nos Jogos.
No mesmo ano, Romário iniciava a trajetória internacional, no PSV Eindhoven-HOL. O atacante colecionou bons momentos na Holanda, mas tinha dificuldades em manter uma sequência na Seleção - muito pela personalidade do atleta.
Em 1993, Romário chegou ao Barcelona-ESP para se tornar o melhor jogador do mundo e, no ano seguinte, vencer a Copa do Mundo de 1994 pela Seleção Brasileira. A conquista, inclusive, marcou a carreira do Baixinho, que considera o título sendo “metade dele”.
A partir de então, Romário sentiu saudades de casa e retornou ao Brasil, mas para o Flamengo, arquirrival do Vasco. A primeira passagem foi entre 1995 e 1996, até voltar à Espanha para defender o Valencia-ESP.
Neste momento, novamente, Romário voltava a não ser uma constante na Seleção, ao mesmo tempo em que Ronaldo surgia como outro grande artilheiro brasileiro - Romário, inclusive, se frustrou ao ficar de fora da Copa do Mundo de 1998. O Baixinho conviveu com um “bate e volta” entre Fla e Valencia até 1999, quando finalmente retornou ao Vasco.
Em meio a uma relação de amor e ódio com a torcida e também com a diretoria, Romário vivia grande momento em campo. Apesar das conquistas, mais uma vez o Baixinho seguia como uma incógnita na Seleção e vivia de idas e vindas, até mais uma vez ser ausência no Mundial - em 2002, edição vencida pelo Brasil com Ronaldo como grande destaque.
Após 2002, Romário se afastou de vez da Seleção, mas seguia com destaque pelos clubes. Neste momento, inclusive, mais um movimento controverso: o Baixinho trocava o Vasco pelo Fluminense.
Mais uma vez, uma passagem marcada por gols e confusões dentro e fora de campo. Em 2003, Romário teve rápido momento de três meses no Al-Saad-CAT, mas após problemas no vestiário logo retornou ao Flu, onde permaneceu até 2004.
Em 2005, ano em que se despediu oficialmente da Seleção, Romário retornava ao Vasco. Ele permaneceu na equipe até 2006 e, mais uma vez, apesar da idade avançada, marcou pelo faro artilheiro de sempre. Em 2006, o Baixinho se aventurou por Miami FC-EUA (ou FL Strikers-EUA) e Adelaide United-AUS, até mais uma vez defender o Cruz-Maltino.
Dessa vez, em 2007, Romário buscava o milésimo gol da carreira. Pelo clube onde foi formado, o Baixinho conseguiu a icônica marca e ganhou até estátua no Estádio São Januário, casa do Vasco no Rio. A última passagem no Gigante da Colina também foi marcante pois atuou como jogador e técnico ao mesmo tempo.
Após uma primeira aposentadoria em 2007, Romário voltou aos gramados em 2009 para atuar profissionalmente pelo América-RJ, para cumprir um desejo do pai.
Rômulo Giacomin é repórter multimídia da Itatiaia. Formado pela UFOP, tem experiência como repórter de cidades da Região dos Inconfidentes, e, na cobertura esportiva, passou por Esporte News Mundo, Estado de Minas, Premier League Brasil e Trivela.
Matheus Muratori é jornalista multimídia com experiência em muitas editorias, mas ama a área esportiva. Faz cobertura de futebol, basquete, vôlei, esportes americanos, olímpicos e e-sports. Tem experiência em jornal impresso, portais de notícias, blogs, redes sociais, vídeos e podcasts.



