Entenda 'polêmica milionária' que envolve Richarlison e Flávio Bolsonaro por mansão
Situação envolve um imóvel na região de Angra dos Reis avaliado em cerca de R$ 10 milhões

A advogada imobiliária Ana Paula Zantut publicou um vídeo nas redes sociais, nessa terça-feira (30), sobre a disputa judicial envolvendo o atacante Richarlison. A discussão envolve uma mansão na região de Ilha Comprida, no município de Angra dos Reis, Rio de Janeiro avaliada em cerca de R$ 10 milhões e um amigo do senador Flávio Bolsonaro.
Na publicação, a advogada explicou o caso que ganhou repercussão em 2022. Richarlison republicou os vídeos numa rede social e escreveu: "Realmente gastei em torno de 10 milhões lá e simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber minha grana!".
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O atacante do Tottenham marcou Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, na publicação. Flávio, até a publicação deste texto, não se manifestou.

Entenda o caso
Segundo a Folha de S.Paulo, que confirmou informações divulgadas inicialmente pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, a disputa começou em 2020, quando Richarlison e seu empresário compraram a mansão, localizada em Ilha Comprida, no Rio de Janeiro.
Ainda de acordo com a Folha, Flávio Bolsonaro visitou o imóvel naquele ano e manifestou interesse na compra. Cinco meses depois, voltou ao local acompanhado do advogado Willer Tomaz, amigo dele e interessado na propriedade. O antigo dono, porém, informou que a venda para Richarlison já havia sido concluída.
Em maio de 2022, a esposa do empresário do atacante, que morava na mansão durante as reformas, recebeu uma ordem de reintegração de posse. O pedido partiu da M Locadora, empresa que alegava possuir direitos sobre a posse do imóvel. Após anos de disputa, o processo foi arquivado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Diferença entre posse e propriedade
A propriedade é o direito do proprietário do imóvel, normalmente comprovado pelo registro e pela documentação. Já a posse corresponde ao exercício de fato sobre o bem, ou seja, quem ocupa, utiliza ou administra o imóvel.
As duas situações podem coexistir. Uma pessoa pode continuar proprietária enquanto outra exerce a posse.
No caso envolvendo Richarlison, a discussão judicial gira justamente em torno dessa diferença. Conforme explicado pela advogada Ana Paula Zantut, houve uma antiga cessão de posse, enquanto a propriedade continuou sendo transferida ao longo dos anos. Por isso, o processo analisou contratos, documentos, cessões e decisões judiciais para definir quem detinha o direito à posse do imóvel.
Jornalista em formação pelo UniBH, com passagem por Diário do Comércio e Secretaria de Estado do Governo de Minas. Experiência em jornalismo econômico e esportivo, área pela qual é apaixonada.





