Lenda da NBA e bicampeão olímpico se aposenta do basquete após 21 anos

Chris Paul comunicou decisões nas redes sociais nesta sexta-feira (13)

Chris Paul atuou pelo Clippers na temporada 2025/2026

Chris Paul, lenda da NBA e bicampeão olímpico, anunciou a aposentadoria nesta sexta-feira (13). O ex-armador usou as redes sociais para confirmar a decisão de abandonar o esporte.

Paul, de 40 anos, acumulou 21 temporadas na NBA e nunca foi campeão. Apesar disso, conquistou diversos prêmios individuais durante a carreira iniciada em 2005 e foi eleito, pela NBA, entre os 75 melhores jogadores da história da liga. Ele defendeu New Orleans Hornets, Los Angeles Clippers, Houston Rockets, Oklahoma City Thunder, Phoneix Suns, Golden State Warriors e San Antonio Spurs.

"É isso! Depois de mais de 21 anos, estou me afastando do basquete. Enquanto escrevo isso, é difícil realmente saber o que sentir, mas, pela primeira vez — a maioria das pessoas ficaria surpresa — eu não tenho a resposta!”, escreveu.

“Mas, principalmente, estou cheio de alegria e gratidão! Embora este capítulo de ser um “jogador da NBA” tenha terminado, o jogo de basquete estará para sempre gravado no DNA da minha vida. Estive na NBA por mais da metade da minha vida, atravessando três décadas. É loucura até dizer isso!!”, completou.

Apesar da carreira histórica, a última temporada foi melancólica. Paul assinou com os Clippers e anunciou que seria a última temporada da carreira profissional. No entanto, segundo a imprensa estadunidense, houve desentendimento com o treinador da franquia. O resultado foi um afastamento, seguido de troca.

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Principais títulos

  • 2x campeão olímpico (Pequim-2008 e Londres-2012)
  • Novato do ano (2006)
  • 4x quarteto ideal da NBA (2008, 2012-2014)
  • 7x quarteto defensivo ideal da NBA (2009, 2012-2017)
  • 5x líder em assistências (2008, 2009, 2014, 2015 e 2022)
  • 6x líder em roubadas de bola (2008, 2009, 2011-2014)

Leia texto na íntegra

É isso! Depois de mais de 21 anos, estou me afastando do basquete. Enquanto escrevo isso, é difícil realmente saber o que sentir, mas, pela primeira vez — a maioria das pessoas ficaria surpresa — eu não tenho a resposta!

Mas, principalmente, estou cheio de alegria e gratidão! Embora este capítulo de ser um “jogador da NBA” tenha terminado, o jogo de basquete estará para sempre gravado no DNA da minha vida. Estive na NBA por mais da metade da minha vida, atravessando três décadas. É loucura até dizer isso!!

Viver do basquete foi uma bênção inacreditável que também veio com muita responsabilidade. Eu abracei tudo. O bom e o ruim. Como alguém que aprende por toda a vida, liderar é difícil e não é para os fracos. Alguns vão gostar de você e muitos não vão. Mas o objetivo sempre foi o objetivo, e minhas intenções sempre foram sinceras (Caramba, eu amo competir!!).

É muito bom saber que eu joguei e tratei esse esporte com o máximo respeito desde o dia em que meu pai me apresentou a ele. Foi o primeiro relacionamento que eu já conheci.

O basquete me deu um motivo para acordar às 5h da manhã e treinar antes da escola. Me deu um motivo para encontrar uma maneira de chegar ao YMCA nos dias de neve, mesmo quando as estradas estavam congeladas. Me deu um motivo para ser o irmão mais novo sempre tentando vencer o irmão mais velho.

Me deu um motivo para tirar boas notas e ter a chance de jogar na faculdade. Me deu um motivo para marcar 61 pontos em um jogo mesmo depois que meu avô tinha acabado de ser assassinado. Me deu um motivo para comparecer e fazer reabilitação dia após dia depois da lesão no menisco, da fratura de Jones, da luxação no ombro e das 5 cirurgias na mão.

O jogo sempre me deu um motivo para APARECER!!! E os verdadeiros líderes e lutadores sabem que isso mesmo — aparecer — é metade da batalha.

Então agora, com toda a gratidão que posso ter… é hora de eu estar presente pelos outros e de outras maneiras. Nesta última temporada eu sabia que não conseguiria fazer isso se não estivesse em casa com minha família. Aqueles seis anos longe foram um grande sacrifício para todos nós e eu sabia que isso precisava chegar ao fim.

E agora sei, de todo o coração, que o melhor companheiro de equipe que posso ser é para Jada, Chris II e Cam!!

Estou muito animado para começar o próximo capítulo com tudo o que o basquete me ensinou. E, mais importante, é que as pessoas que eu fui abençoado por conhecer por meio do basquete me ensinaram.

Para todos os meus companheiros, treinadores, estafe, executivos e minha família. Eu nunca conseguirem agradecer o suficiente, mas a boa notícia é que terei muito tempo para começar.

E o maior agradecimento de todos vai para o homem lá de cima. Se você conhece isso e está lendo, sinta-se livre para terminar. “Deus é bom, todo o tempo e o tempo todo”

Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.

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