William Bonner lamenta morte de Renato Machado e expõe descoberta especial
O jornalista Renato Machado morreu aos 83 anos nesta quinta-feira (16), e Bonner o homenageou

William Bonner homenageou o jornalista Renato Machado, que morreu aos 83 anos hoje, ao compartilhar uma lembrança ao lado dele nas redes sociais. No vídeo postado, Bonner perguntou ao colega de profissão em 2 de fevereiro de 2015 qual cobertura jornalística ficou "na memória dele" e o porquê.
Logo, Renato explicou: "Foi na Islândia, que é um país muito ao norte, perto do Polo Norte. E para voar de lá, você voava ou de Londres, ou de alguma capital escandinava, para chegar à Islândia, que é um país muito estranho, tem muito pouca gente."
"Mas o que é que aconteceu na Islândia para marcar você?", questionou Bonner, e Renato respondeu: "Aconteceu o seguinte: eram chefes de Estado que dividiam o mundo na época. O mundo era dividido em duas metades: o mundo livre e o mundo comunista. Ah, seria, digamos, o mundo ocidental e o mundo dominado pela União Soviética e os outros países aliados da União Soviética. Então havia dois líderes. E eles já vinham combinando em várias reuniões diplomáticas e finalmente tinha que haver um encontro desses líderes", destacou.
Além do vídeo, Bonner publicou uma foto em preto e branco de Renato Machado, simbolizando o luto.
Morte e carreira de Renato Machado
O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do "Bom dia Brasil", na TV Globo, morreu nesta quinta-feira (16). Quase metade da vida, ele se dedicou ao canal de televisão, onde construiu sua carreira. Relembre quem foi o jornalista.
Renato ficou mais de quatro décadas na TV Globo, onde apresentou o Jornal da Globo, o RJTV e fez parte da bancada do Jornal Nacional. Além disso, ele foi correspondente internacional da emissora e repórter especial.
No "Bom Dia Brasil", Renato trabalhou entre 1996 e 2010 como apresentador e editor-chefe, período em que ajudou a reformular o jornalístico. Inicialmente, comandou a atração ao lado de Leilane Neubarth e, posteriormente, de Renata Vasconcellos.
No entanto, ele começou no jornalismo em 1969, quando atuou como repórter do "Jornal do Brasil". Após 13 anos, ele começou a trabalhar na Globo, onde atuou na cobertura da Guerra das Malvinas, um dos trabalhos de destaque dele na emissora.
Em 1983, ele foi para Londres, se tornando correspondente do canal. Entre as principais coberturas, estão os atentados terroristas em Paris e o desastre nuclear de Chernobyl, ambos em 1986. Dois anos depois, Renato voltou ao Brasil e passou trabalhar como repórter especial da Globo.
Em 2011, o jornalista voltou a atuar como correspondente internacional, em Londres. Ele fez parte da cobertura dos ataques terroristas ao jornal francês Charlie Hebdo, em 2015, e a crise econômica na Grécia.
Nos últimos anos, Renato dividiu com o público nas redes sociais sua paixão por vinhos, podcasts e conteúdos diversos em seu canal no Youtube. A causa da morte não foi divulgada, mas o jornalista estava internado na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.



