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Will Reeve, filho de Christopher Reeve, fala pela primeira vez sobre diagnóstico de câncer: 'Foi difícil'

Em entrevista à revista People, o jornalista do Good Morning America contou que percebeu o caroço enquanto tomava banho, em abril deste ano

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Will Reeve celebrou estar livre do câncer após tratamento
Will Reeve celebrou estar livre do câncer após tratamento • MICHAEL LOCCISANO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Will Reeve, filho do ator Christopher Reeve, revelou pela primeira vez que foi diagnosticado com câncer testicular aos 34 anos. O jornalista do programa Good Morning America descobriu a doença após notar um caroço em um dos testículos e precisou passar por cirurgia e sessões de quimioterapia.

Em entrevista à revista People, Reeve contou que percebeu o caroço enquanto tomava banho, em abril deste ano. Inicialmente, acreditou que não fosse algo grave e que desapareceria sozinho. A esposa, Amanda Dubin Reeve, com quem havia se casado três meses antes, insistiu para que ele procurasse um médico. O exame confirmou o diagnóstico.

“Fiquei chocado”, contou Reeve à People. “Eu não fazia uma cirurgia desde que tirei as amígdalas aos 5 anos. Então eu estava mais nervoso com o desconhecido da cirurgia do que com a percepção avassaladora de que perderia uma parte essencial do meu corpo para sempre”, completou.

No início de maio, o jornalista foi submetido a uma orquiectomia, cirurgia para a retirada do testículo afetado. Ele também realizou o congelamento de esperma, já que pretende ter filhos com Amanda. “Conversamos sobre ‘na saúde e na doença’. Fizemos um teste precoce dos nossos votos, apenas alguns meses depois do casamento”, afirmou.

Em setembro, Will passou por novos exames e celebrou o resultado, que indicou que estava livre do câncer. Ele também comentou sobre o apoio que recebeu nos últimos meses. “Senti-me amado, apoiado e torcido por familiares, amigos e desconhecidos durante toda a minha vida”, disse. “E essa é uma grande parte do motivo pelo qual quis falar sobre isso. Vou ficar bem. Mas este foi um capítulo muito difícil”, destacou.

Câncer se espalhou para os linfonodos

Inicialmente, Will acreditava que a cirurgia encerraria o tratamento. No entanto, exames posteriores mostraram que 95% do câncer testicular identificado era carcinoma embrionário, uma forma considerada agressiva da doença.

Em junho, ele passou por uma cirurgia de seis horas para a retirada de dezenas de linfonodos do abdômen. Três deles apresentaram resultado positivo para câncer testicular, o que levou à necessidade de duas sessões de quimioterapia. “Todos os médicos que consultei durante o tratamento usavam o que eu chamo de palavra com C positiva: ‘cura’”, contou à People.

Durante o período de tratamento, Reeve chegou a conciliar as sessões de quimioterapia com o trabalho no Good Morning America (GMA). Ele se afastou da atração por duas semanas e meia para se recuperar.

Para tentar preservar os cabelos, também utilizou uma touca de resfriamento durante as sessões. Segundo ele, os medicamentos contra náuseas ajudaram a controlar os efeitos colaterais, embora tenha enfrentado dores de cabeça e nos ossos.

A segunda rodada de quimioterapia terminou em 31 de julho. Desde então, ele passou a fazer acompanhamento médico regular.

Filho de Christopher Reeve

Christopher Reeve, conhecido mundialmente por interpretar o Superman, ficou tetraplégico após um acidente de cavalo em 1995 e morreu em 2004, aos 52 anos. Anos depois, a mãe de Will, Dana Reeve, morreu de câncer de pulmão, em 2006.

Will tinha apenas 13 anos quando perdeu a mãe. Após a morte dela, foi criado pelos pais de seu melhor amigo, que moravam do outro lado da rua. “Ver meus pais de perto transformarem as adversidades que enfrentaram em suas vidas em algo positivo teve um grande impacto na minha vida e na maneira como tento vivê-la”, afirmou.

Durante o tratamento, ele também percebeu uma coincidência que considera marcante: recebeu atendimento no Memorial Sloan Kettering, hospital onde a mãe havia sido tratada e morreu 20 anos antes. “A ironia não me escapa: 20 anos depois da morte da minha mãe por câncer de pulmão no Memorial Sloan Kettering, lá estava eu, no mesmo prédio, recebendo tratamento contra o câncer”, disse.

“Eu estava vivenciando a vida de cada um dos meus pais ao mesmo tempo. Por ser um paciente com câncer no Memorial Sloan Kettering, eu estava experimentando em primeira mão o que minha mãe passou. Simultaneamente, eu estava aprendendo mais sobre como era ser meu pai nos últimos nove anos de sua vida, quando ele tinha minha mãe e nossa família cuidando dele”, contou.

Descoberta do diagnóstico

Ao falar sobre o diagnóstico, Reeve destacou a importância de ter procurado atendimento médico após perceber uma alteração no corpo. “Tenho sorte de ter descoberto isso cedo. Sim, tive que superar alguns obstáculos para chegar ao outro lado, mas poderia ter sido muito pior se eu tivesse ignorado ou demorado a ir ao médico”, afirmou.

Agora, ele fará exames e análises de sangue de três a quatro vezes por ano para acompanhar a saúde e verificar qualquer possibilidade de retorno da doença. “Essa experiência me ensinou a prestar atenção ao meu corpo”, afirmou. “E a me apoiar nas pessoas que amo.”

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.

 

 

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