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Virginia Fonseca passa perrengue em aeroporto da Espanha: 'Todas presas'

Influenciadora, que disse estar 'triste' após o ocorrido, anunciou decisão drástica: 'Não vou fazer isso'

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Virginia Fonseca revela perrengue em aeroporto
Virginia Fonseca revela perrengue em aeroporto • Reprodução | Redes sociais

Virginia Fonseca revelou que passou por um sufoco ao desembarcar em Madri, na Espanha. Nesta quarta-feira (19), ela comentou que irá ignorar a situação, visto que as regras do país são bem diferentes das normas do Brasil.

Ontem, a influenciadora explicou o ocorrido: "Vocês querem passar mal, gente? Sabe o que aconteceu? Trouxe a mala da WePink com os produtos. A mala foi parada e está presa lá. Acho que eles vão fazer os cálculos para eu pagar".

Hoje, Virginia contou que não pretende recuperar a mala. "Minhas coisas estão todas presas e eu não vou pegar, sabe por quê? Porque aqui é diferente... Por exemplo, eles pegaram lá no Brasil e me taxariam, e eu pagaria e levaria embora. Aqui não, aqui eles querem que eu contrate uma pessoa para ir lá, para fazer esse serviço, para ver quanto eu tenho que pagar para eu tirar os produtos, no caso."

"Só que, tipo assim, não vou fazer isso. Perdi os produtos tudo, gente, tudo, tudo, tipo tudo. Eu tô assim, triste, triste!", completou a influenciadora.

Virginia pode morar na Espanha

Prestes a morar entre o Brasil e a EspanhaVirginia Fonseca pode ter que prestar contas aos fiscos dos dois países. A medida é fundamental para evitar complicações tributárias semelhantes às enfrentadas por Shakira durante o casamento com Gerard Piqué.

Segundo o jornalista Léo Dias, Virginia deverá residir 15 dias em cada país, o que pode levá-la a correr o risco de cair na malha fina espanhola e ter que pagar impostos nos dois países.

"Dividir o mês entre 15 dias no Brasil e 15 dias na Espanha não garante que Virginia deixe de ser residente fiscal espanhola. A Espanha considera não apenas a permanência superior a 183 dias no ano, mas também onde está o núcleo principal das atividades e dos interesses econômicos da pessoa e de seu núcleo familiar. Além disso, determinadas ausências podem entrar na contagem dos 183 dias se não houver comprovação de residência fiscal em outro país", explicou Renata Barbalho, CEO da Espanha Fácil, em entrevista à Itatiaia.

Segundo Renata, "se o Brasil e a Espanha considerarem Virginia residente fiscal ao mesmo tempo, existe um convênio para evitar a dupla tributação que analisa fatores como habitação permanente, centro de interesses pessoais e econômicos e residência habitual para definir a residência fiscal para fins do tratado".

"Dependendo das fontes de renda, ela pode ter obrigações tributárias nos dois países, mas o convênio estabelece mecanismos para evitar que a mesma renda seja integralmente tributada duas vezes", acrescentou.

"É importante diferenciar residência migratória de residência fiscal. Ter cidadania portuguesa facilita muito a possibilidade de Virginia morar e exercer atividades na Espanha como cidadã europeia, mas isso não significa que ela esteja automaticamente isenta das regras tributárias espanholas. São análises diferentes. Uma pessoa pode ter direito a residir na Espanha e, separadamente, precisar avaliar onde será considerada residente fiscal e onde deverá declarar seus rendimentos", ressaltou a especialista.

Virginia é cidadã da União Europeia

Por Virginia ter cidadania portuguesa, Renata pontuou que ela "tem direito de entrar, circular e permanecer na Espanha seguindo as regras de livre circulação".

"Para uma permanência de até três meses, basta, em regra, estar com o passaporte ou documento de identidade válidos, sem necessidade de registro como residente. Se decidir permanecer na Espanha por mais de três meses, porém, será necessário regularizar a residência. Nesse caso, ela deverá fazer o empadronamiento no município onde vive e solicitar pessoalmente a inscrição no Registro Central de Estrangeiros, obtendo o Certificado de Registro de Cidadão da União Europeia", explicou.

Conforme a especialista, "esse certificado já contém o NIE, o Número de Identidade de Estrangeiro; portanto, não se trata de um documento solicitado apenas caso ela decida trabalhar ou abrir uma empresa".

"Para residir por mais de três meses, o cidadão europeu também deve se enquadrar em uma das situações previstas pela legislação espanhola, como exercer atividade profissional por conta própria ou alheia, estudar ou possuir recursos financeiros suficientes e cobertura de saúde", acrescentou.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

 

 

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