Viih Tube afirma que não obrigou funcionários a participar de reality show
Influenciadora publicou pronunciamento após uma série de críticas que recebeu pela criação de um reality show com empregados

A influenciadora Viih Tube se pronunciou após a recente polêmica envolvendo a criação do reality show “As Patroas”. O programa viralizou após um dos desafios propor que os funcionários enfiassem a mão no vaso sanitário para procurar itens escondidos.
No pronunciamento, Viih Tube explicou que não obrigou nenhuma das empregadas a participar e que um contrato específico de criação de conteúdo foi assinado por elas. “É importante também deixar claro para vocês aqui que... Elas não são obrigadas a participar, foi feito o convite e topou quem quis ter essa relação, né, contratual com a gente fora do trabalho, tá?”, disse.
Viih Tube também esclareceu que elas possuem um salário próprio para a produção, que serve como uma espécie de cachê para elas.
“Então elas têm esse contrato de produção audiovisual de... como se fosse um cachê de publicidade, para ficar mais claro para vocês entenderem. É mais ou menos isso. Então elas elas têm isso, topou quem quis, ninguém foi obrigado, tá, pela relação de trabalho que difere esse esse contrato”, explicou.
Por fim, Viih Tube disse que o programa tomou uma proporção muito grande e que a intenção era conscientizar as pessoas. Ela disse ainda que talvez não tivesse ficado claro para todos, mas que os fãs e seguidores sabiam e inclusive pediam por um reality da família dela.
“Então, só deixando isso claro, gente, porque tomou uma proporção muito grande mesmo, sabe? Eh, eu achei que era um pouco claro isso para vocês porque é porque pro meu público talvez seja claro, que pedia um reality, que sabe nossa relação com as meninas e que sabe nossas intenções e tudo mais. Então eh mas eu entendo também que a situação de antes foi para causar, mas foi para causar para chamar a atenção para um assunto que é importante, né? Que a gente tá falando e que é a escala 6x1 que a gente é completamente contra. A gente gosta que as pessoas trabalhem feliz e que o trabalho não seja a vida da pessoa”, finalizou.
Entenda o caso
O programa, que estreou nessa terça-feira (30), propõe que 11 empregados da família disputem entre si por um prêmio em dinhero, além de outros benefícios.
Entre os participantes do reality estão as babás dos dois filhos do casal, motorista, cozinheira, lavadeira e governanta. Além do prêmio final de R$ 20 mil, o ganhador pode levar ainda o valor que tiver acumulado em outras provas, podendo chegar a R$ 30 mil, junto de benefícios no local de trabalho.
A vencedora do primeiro episódio ganhou R$ 1 mil e um benefício a ser escolhido pelo público. Entre as opções estão uma sessão de massagem, um jantar em um restaurante a própria escolha ou entrar mais tarde no trabalho durante a semana.
Porém, uma das provas do reality causou revolta em internautas que assistiram ao programa. Durante o desafio, algumas moedas foram escondidas no banheiro e para encontrá-las os funcionários precisaram enfiar a mão no vaso sanitário e revirar a lixeira cheia de papéis.
Tribunal Superior do Trabalho também se manifestou sobre o caso
Nas redes sociais, o Tribunal Superior do Trabalho publicou uma nota sobre a exposição de trabalhadores e trabalhadoras em troca de um suposto 'entretenimento'.
"Expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral. A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever.", escreveu o órgão.
Apesar de não citar o caso do reality show diretamente, internautas logo passaram a considerar que a publicação seria sobre o programa. "Viih Tube do céu, veja onde você veio parar", escreveu uma pessoa.
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



