Vera Fischer revela assédio e diz que precisou criar saídas para se salvar: 'Deixava os homens enojados'
Atriz deu entrevista antes de ser homenageada em Festival de Cinema de Gramado, onde revelou novos projetos e momentos conturbados na carreira

Em seu retorno ao sul do Brasil, a atriz Vera Fischer, que é catarinense, foi homenageada no Festival de Cinema de Gramado, que acontece até este sábado (17), por sua colaboração para o cinema. Antes de desfilar pelo tradicional tapete vermelho, a atriz participou de uma coletiva para a imprensa realizada em um hotel de Gramado, em que falou sobre sua carreira e vida pessoal.
Ao longo da entrevista, ela revelou ter sido muito feliz em sua trajetória profissional, mas também lembrou momentos difíceis em que foi vítima de violência sexual.
Afastada das novelas, Vera lembrou com carinho de seus primeiros filmes nos anos 1970, em sua maioria formado por pornochanchadas como “Sinal vermelho, As fêmeas” e “A superfêmea”.
"Tenho orgulho em dizer que eu fiz pornochanchadas. Eram cenas revolucionárias no meio da ditadura. Foi um movimento mais alegre e mais aberto contra a ditadura muito fechada", declarou ela.
A atriz também citou com orgulho o trabalho em “Amor estranho amor”, de Walter Hugo Khouri, lamentando toda a polêmica em torno do filme e do nome de Xuxa Meneghel.
"Sempre procurei entender a Xuxa. Acho que (lutar pela proibição do filme) sempre foi uma coisa mais da equipe, dos agentes dela."
Miss Brasil em 1969, aos 18 anos, Vera revelou que nunca teve o sonho de ser atriz, mas que foi aceitando os convites. Mesmo tendo feito muitos filmes antes, só passou a se ver como atriz após atuar em “Intimidade”, aos 25 anos.
No momento, a atriz vem se dedicando mais aos trabalhos no teatro, mas sonha pela oportunidade de fazer mais cinema.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.



