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Quem foi Netinho, cantor que morreu aos 60 anos

Artista morreu na manhã desta terça-feira (13)

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Netinho • Redes sociais

Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido artisticamente como Netinho, foi um dos nomes de destaque da Axé Music no Brasil. Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, o cantor conquistou o público com sua voz marcante e apresentações que se tornaram presença frequente em carnavais e micaretas. Ele morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador.

O interesse pela música surgiu ainda na adolescência. Aos 14 anos, Netinho ganhou seu primeiro violão, presente da mãe, e aprendeu a tocar por conta própria. Após se mudar para Salvador ainda na infância, começou a cantar profissionalmente em bares da capital baiana, com um repertório voltado à MPB e à bossa nova.

A carreira ganhou maior projeção no fim dos anos 1980, quando o artista passou a ser o vocalista da Banda Beijo. No grupo, alcançou reconhecimento nacional e contribuiu para difundir a música baiana em diferentes regiões do país. Um dos principais destaques desse período foi a canção “Beijo na Boca”, que se tornou um dos sucessos associados à banda.

Em 1990, Netinho também participou de uma iniciativa que levou um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo, ampliando a presença da música baiana em eventos internacionais.

A carreira solo começou em 1993, com o lançamento do álbum “Um Beijo pra Você”. O disco trouxe faixas como “Capricho dos Deuses”, “Total” e “Menina”, que ajudaram a firmar o nome do cantor no cenário musical brasileiro.

No ano seguinte, o artista lançou “Nada Vai Nos Separar”, trabalho que incluiu músicas como “Jeito Diferente” e uma regravação de “Gostoso Demais”.

O reconhecimento comercial atingiu um dos pontos mais altos em 1996, com o álbum “Netinho ao Vivo”. O projeto reuniu canções de sua trajetória e popularizou um dos maiores sucessos de sua carreira: “Milla”.

A música se tornou um dos clássicos da Axé Music e ultrapassou as fronteiras brasileiras, com versões em diferentes idiomas. O sucesso ajudou a consolidar Netinho como um dos artistas mais conhecidos do gênero e marcou sua história na música nacional.

Morte

Netinho,dono do clássico "Milla”, morreu aos 60 anos na manhã desta terça-feira (13), após enfrentar um Linfoma Não Hodgkin, câncer que afeta as células do sistema linfático.  

No perfil do Instagram do cantor, a assessoria de Netinho publicou um texto de despedida ao artista.

“É com uma tristeza que corta a alma que comunicamos o falecimento do cantor Netinho, ocorrido na manhã de hoje. Nos últimos meses, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível. Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo.

Netinho partiu tranquilo. Durante os últimos meses de tratamento, costumava dizer: 'Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte'. Por desejo expresso do próprio Netinho, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. Neste momento de profunda dor e despedida, pedimos respeito à privacidade da família e dos amigos, para que possam vivenciar esse momento com a serenidade e o recolhimento necessários. Agradecemos, de coração, todas as manifestações de amor, carinho e solidariedade recebidas. O afeto de todos é também parte da história que Netinho construiu e do legado que deixa. Contamos com a compreensão e o respeito de todos.”

 

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Lorena Vieira é estagiária do Portal Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Com experiências diversas, já trabalhou como repórter, produtora e apresentadora de coluna semanal no programa Agenda, da Rede Minas. Além de outras experiências como social media e comunicação de projetos culturais.

 

 

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