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Patrícia França retorna à Globo após mais de 10 anos e desabafa: ‘Lugar estranho’

Em entrevista ao jornal O Globo, atriz afirmou que foi muito bem recebida por quem trabalha na emissora e falou também sobre o etarismo na televisão

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Patrícia França retorna à Globo para novela • Reprodução | Redes Sociais

A atriz Patrícia França, conhecida pelo icônico papel de Maria Santa, na primeira fase de “Renascer” (1993), está de volta à TV Globo. Confirmada no elenco de “Paraíso Perdido”, a artista concedeu uma entrevista ao jornal O Globo onde falou sobre a sensação de voltar a atuar pela emissora e o processo de adaptação pelo qual passou.

"Vi algumas diferenças e estou me adaptando, mas encontrei um ambiente muito acolhedor. Isso me chamou bastante atenção. Quando estamos no acolhimento, nos adaptamos facilmente às mudanças. O novo é sempre um lugar estranho, mas tem sido um processo muito feliz", disse.

Sobre sua estreia nos streamings, Patrícia comparou a experiência com a de atuar em um filme que vai para os cinemas e disse que a sensação é de como se tivesse ganhado um presente.

“Estrear no Globoplay também é muito bom. É tudo como se fosse cinema, as câmeras são de cinema, e fazer cinema é sempre um presente para o ator. Eu não fiz muito cinema na minha carreira. E estar de volta à casa onde eu comecei… Eu era muito nova quando cheguei, tinha 17 anos. Fiquei muitos anos na Globo, depois fui para a Record e, durante esses 10 anos, quase não fiz televisão", afirmou.

Patrícia também falou sobre o etarismo presente na televisão. Segundo a atriz, esse preconceito sempre existiu, mas antes não havia um nome para se referir a ele. “Hoje se fala muito sobre etarismo, mas, na verdade, ele sempre existiu, só que não tinha nome. O público que se queixa por ver menos veteranos na TV faz parte de um grupo grande de pessoas que via as novelas de 10, 20 anos atrás e que quer rever aquele ator ou atriz contando novas histórias", declarou.

Ela finalizou e disse que quem assiste novela há mais tempo gosta de ver artistas veteranos para trazer uma sensação de pertencimento.

“O noveleiro raiz, ao meu ver, tem uma sensação de pertencimento quando vê a mesma atriz ou ator, hoje, que via no passado. Assim como no futebol o brasileiro quer escalar o elenco. Eu tenho visto pessoas na minha faixa etária na televisão, pessoas mais velhas tam”, finalizou.

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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