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Oruam reage à prisão da mãe e expõe conversa com ela: ‘Vou estar aqui’

Rapper publicou vídeos após receber a informação de que a mãe, Márcia Gama, e o irmão, Lucas Santos Nepomuceno, haviam sido presos

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Oruam publicou vídeo chorando após prisão da mãe, Márcia Gama
Oruam publicou vídeo chorando após prisão da mãe, Márcia Gama • Reprodução | Redes Sociais

O rapper Oruam fez algumas publicações nas redes sociais após a notícia de que a mãe, Márcia Gama, e o irmão, Lucas Santos Nepomuceno, foram presos na manhã desta segunda-feira (19). Os familiares do cantor são suspeitos de envolvimento em um esquema de exploração de internet em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.

Nas redes sociais, Oruam publicou um vídeo chorando ao som da música ‘Jesus Chorou’, do Racionais MC’s. Na letra, a canção fala sobre homens chorarem e comparam, dizendo que até o próprio Cristo chorou.

“A lágrima de um homem vai cair. Esse é o seu BO pra eternidade. Diz que homem não chora. 'Tá bom’, falou. Não vai pra grupo irmão. Aí, Jesus chorou”, diz a música.

Ele expôs também um print de uma conversa que teve com Márcia na madrugada desta segunda-feira (19), horas antes de ela ser presa. Nas mensagens, ela falou sobre amar o filho e estar sempre por perto para apoiá-lo.

“Sempre vou estar aqui. Quando a ansiedade assume o controle e a fé perde espaço, isso não significa que Deus não esteja agindo. Significa que, mesmo quando não vemos nada acontecer, precisamos aprender a descansar nEle. Deus não nos chamou para viver dominados pela ansiedade, mas para confiar que Ele continua sendo Deus, mesmo quando não temos as respostas. Fique calmo”, escreveu ela.

Logo depois, ele publicou um vídeo passando pela Torre Eiffel, em Paris, na França, ao som da canção “Lifestyle”, do Rich Gang. Na legenda, ele escreveu: “I love you, mom”, em tradução livre “eu te amo, mãe”.

Saiba detalhes da prisão

A mãe e o irmão do rapper Oruam, Márcia Gama e Lucas Santos Nepomuceno, foram presos na manhã desta segunda-feira (19) durante uma operação da Polícia Federal (PF) contra a exploração de internet em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, no Rio de Janeiro. Segundo a PF, os dois, que estavam foragidos, são suspeitos de envolvimento no esquema criminoso.

As investigações apontaram que, por meio do uso de armas e ameaças, o grupo impõe o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na Zona Norte do Rio, e utiliza empresas provedoras para lavar o dinheiro. Até a última atualização desta reportagem, 19 pessoas foram presas.

As apurações revelaram ainda que traficantes armados cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, impedem reparos e obrigam moradores e comerciantes a contratar a chamada “internet do tráfico”. Em um único mês, a cobrança sobre o serviço de internet respondeu por mais de 40% de toda a arrecadação do grupo no Complexo da Penha, sendo uma das principais atividades lucrativas do crime organizado.

Segundo a PF, um dos líderes de longa data da facção, preso há quase três décadas e atualmente custodiado no Sistema Penitenciário Federal, continua controlando as atividades empresariais exploradas nesses territórios, em conjunto com seus familiares e outras lideranças da facção.
Os lucros chegavam à família do criminoso por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem, e eram dissimulados em produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão – pagos em dinheiro vivo – e criptoativos.

A PF informou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será oficiada para a interdição dos serviços de telecomunicações prestados por tais empresas, com a adoção de providências para assegurar a continuidade do serviço aos moradores das localidades afetadas.

Os investigados responderão pelo crime de domínio social estruturado, extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que podem ser revelados no decorrer das apurações.

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

 

 

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