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Morte Lito Sousa: influenciador estava em tratamento com medicamento experimental

Influenciador foi o primeiro ser-humano a receber o medicamento experimental ALN-6457, após diagnóstico com a doença rara de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)

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Lito Sousa
Lito Sousa • Reprodução/Redes Sociais

Lito Sousa, de 59 anos, estava em tratamento com medicamento experimental na tentativa de barrar os sintomas da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A morte do ex-aviador e influenciador foi divulgada quinta-feira (1º), nas redes sociais dele e da esposa, Mila Seidl.

A confirmação do diagnóstico dele foi divulgada por Mila, em 21 de agosto, após semanas de investigações neurológicas em São Paulo. Em seguida, a esposa de Lito passou a solicitar ajuda aos seguidores para conseguir inscrever o influenciador em ensaios clínicos experimentais, na Universidade de Harvard e na farmacêutica Ionis Pharmaceuticals, por exemplo.

Entretanto, com a urgência de buscar uma alternativa para paralisar os sintomas da doença, Mila anunciou que Lito passaria a usar o medicamento experimental ALN-6457. O remédio chegou ao Brasil no dia 12 de setembro. Lito foi o primeiro humano a receber o remédio, que segue em estágio prévio ao desenvolvimento clínico para a doença.

A doença de Creutzfeldt-Jakob é provocada por um príon, partícula de proteína anormal altamente estável e resistente a métodos de desinfecção físico-química convencionais. A pesquisa para criar o medicamento busca silenciar justamente o gene PRNP, responsável pela produção da proteína priônica, encontrada principalmente no sistema nervoso.

Toda a trajetória de solicitar o medicamento e iniciar o tratamento experimental compartilhada nas redes sociais por Mila Seidl. A autorização para importação e utilização do medicamento foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 4 de setembro.

No dia 12, o remédio chegou no Brasil, em uma operação de urgência. No dia 15, Mila atualizou o estado de saúde de Lito, compartilhando que ele havia começado a utilizar a medicação. "Esse remédio é diferente, é um silenciador, então ele trabalha ali silenciando os príons", explicou Mila.

Na semana seguinte, em 23 de stembro, ela indicou que não haviam notícias ou mudanças, afirmando que o remédio "leva semanas para atingir o ápice do efeito".

"Por enquanto, não tenho nenhuma notícia com mudanças para trazer para vocês. É algo com que a gente precisa ter muita paciência, porque a velocidade da doença é um ritmo muito grande, e a velocidade do remédio é outro ritmo completamente diferente. (...) E lembrem-se que é um remédio experimental, nunca foi dado a humanos, então a gente também não sabe muito bem o curso que isso vai levar. Então, assim, a gente está fazendo o melhor possível, estamos todos muito empenhados", relatou Mila.

Assistir vídeo:

Morte Lito Sousa

  • Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Joselito Sousa (conhecido como Lito) tinha 59 anos. Ele era mecânico de aeronaves, piloto e criador de conteúdo digital.
  • A morte de Lito foi confirmada em 1º de outubro, após travar uma batalha contra a rápida progressão da Creutzfeldt-Jakob, uma doença rara, degenerativa e sem cura.
  • O diagnóstico foi divulgado no dia 21 de agosto. Desde então, a esposa dele, Mila Seidl, compartilhava atualizações sobre a saúde do influenciador.
  • Após a descoberta da doença, Lito teve a mobilidade e a visão afetadas pela enfermidade, que progrediu rapidamente.
Lito Sousa • Reprodução | Redes sociais
Lito Sousa • Reprodução | Redes sociais
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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

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Lorena Vieira é estagiária do Portal Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Com experiências diversas, já trabalhou como repórter, produtora e apresentadora de coluna semanal no programa Agenda, da Rede Minas. Além de outras experiências como social media e comunicação de projetos culturais.

 

 

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