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Morre aos 72 anos o maestro Roberto Tibiriçá, referência da música erudita no Brasil

Regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná e membro da Academia Brasileira de Música, o músico paulista estava internado na capital para tratamento contra um câncer

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O maestro Roberto Tibiriçá • Reprodução/Redes sociais

A música clássica brasileira perdeu um dos nomes mais expressivos. Morreu neste sábado (3), aos 72 anos, em São Paulo, o maestro e regente Roberto Tibiriçá. Ele estava internado na capital paulista para o tratamento de um câncer.

Atual regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), Tibiriçá construiu uma carreira sólida e prestigiada à frente de algumas das principais orquestras do país. Sua transição da música para a regência começou cedo: formado inicialmente como pianista, optou por assumir a batuta por buscar uma sonoridade mais ampla e plural nos palcos.

Ao longo de mais de quatro décadas de dedicação à arte, o regente comandou formações renomadas, como a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), a Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró-Música e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Nos anos 1980, fundou a Orquestra Nova Filarmonia, grupo com o qual acompanhou grandes nomes da música internacional, como o tenor italiano Luciano Pavarotti. Sua atuação internacional também inclui passagens pelo Teatro Nacional de São Carlos e pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, em Portugal.

O reconhecimento de seu trabalho estendeu-se para além dos palcos. Em 2003, assumiu a Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música e, em 2018, tornou-se membro honorário da Academia Nacional de Música. Entre os seus registros fonográficos de destaque está o único LP gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes com repertório dedicado exclusivamente à música brasileira, realizado no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

A despedida ao maestro ocorre no Theatro Municipal de São Paulo. O velório foi organizado no Salão Nobre da instituição, com continuidade das cerimônias na Sala de Espetáculos no domingo (4), seguido pelo sepultamento no Cemitério São Paulo. Diversas instituições culturais e orquestras de todo o país emitiram notas de pesar lamentando a perda e destacando o legado duradouro de Roberto Tibiriçá para a cultura nacional.

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