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Mingau, do Ultraje a Rigor: amigos vão realizar novo show beneficente em prol do tratamento

'Juntos pelo Mingau' terá segunda edição que busca custear nova cirurgia de cranioplastia, necessária para a recuperação do artista

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Mingau é internado novamente  • Reprodução | Redes sociais

Os amigos e familiares de Rinaldo Amaral, mais conhecido como o Mingau do Ultraje a Rigor, continuam se organizando para arrecadar custos para o tratamento do baixista. Baleado na cabeça em 2 de setembro de 2023, Mingau já foi submetido a três cirurgias e passará por uma nova operação em breve. Para auxiliar nos custos, uma nova edição do "Juntos Pelo Mingau" será realizada.

Até o momento, estão confirmados: Amílcar Christófaro (Matanza Ritual), Andreas Kisser (Sepultura), Bacalhau e Kleine (Ultraje), Badaui (CPM 22), Digão (Raimundos), Eriberto Leão, Fernando Magalhães (Barão), Jão (Ratos de Porão), Landau, Marcelo Magal (Biquíni), Nasi (Ira), além de PG e Roman (Tihuana). O show será no Tokio Marine Hall, em São Paulo, em 23 de maio.

Todo o lucro obtido no show, que contará com a presença de grandes bandas do cenário do rock brasileiro, será revertido para os tratamentos do baixista da banda Ultraje a Rigor, que foi baleado na cabeça em 2 de setembro de 2023. Os procedimentos seguintes incluem uma cranioplastia, cirurgia que ainda não tem data definida para ser realizada.

Quase meses após ser baleado na cabeça, precisando passar por três cirurgias, Rinaldo Amaral segue internado com quadro clínico estável. Conforme divulgado pelo Hospital São Luiz, onde o músico foi readmitido em fevereiro, ele será submetido a uma nova cirurgia: uma cranioplastia, para reconstrução do crânio após outras operações.

Mingau passou por duas cirurgias no crânio

A cranioplastia será feita para auxiliar na recuperação do cérebro de Mingau, e já havia sido anunciado pela filha dele, Isabella Aglio. Após essa etapa, é esperado que ele retorne para uma clínica de retaguarda para dar continuidade à reabilitação com fisioterapia e outros suportes médicos.

Entre as cirurgias às quais Mingau já foi submetido desde que foi baleado está a craniectomia. Segundo o neurocirurgião do grupo Oncoclínicas Dr. Baltazar Leão, o procedimento é realizado normalmente em casos de “doenças agudas ou traumas intracranianos”, como é o caso do músico que teve um trauma por projétil de arma de fogo e busca controlar a pressão intracraniana do paciente.

“Nos casos de traumatismo cranioencefálico grave, i que você faz é retirar parte do osso para poder ganhar mais espaço e o cérebro poder expandir sem comprimir estruturas vitais”, esclareceu o médico-cirurgião Sérgio Cancado, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e Médico do Corpo Clínico do Hospital Felício Rocho.

Segundo Leão, a craniectomia "é realizada em casos muito extremos, quando todas as medidas anteriores não funcionaram. É um procedimento relativamente simples, realizado em casos muito graves”, o que inclui o do baixista do Ultraje a Rigor. Conforme revelado pela filha de Mingau, durante o primeiro mês de internação, médicos sequer sabiam se ele iria sobreviver.

O que é a cranioplastia?

Após a recuperação do paciente que foi submetido a craniectomia, o próximo passo considerado por neurocirurgiões é a cranioplastia. “Todo paciente que precisou retirar a tábua óssea, depois de contornadas todas as situações, precisa ser feita a reconstrução. Essa reconstrução é chamada de cranioplastia: a colocação ou reposição desta placa óssea”, explicou o especialista que atua pelo Grupo Oncoclínicas, Dr. Baltazar Leão.

“Quando fazemos a retirada de uma parte grande do osso craniano, o funcionamento cerebral pode ser modificado. Isso porque a pressão atmosférica começa a influenciar no tecido cerebral. Antes o crânio protegia, agora só tenho pele e as meninges. Isso pode atrapalhar o funcionamento e a drenagem de um líquido que a gente tem dentro do cérebro, que é o líquor”, destacou médico-cirurgião Sérgio Cancado, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e Médico do Corpo Clínico do Hospital Felício Rocho.

Ainda conforme o neurologista e professor, a cranioplastia é o “grupo de procedimentos utilizados para reconstrução da calota craniana, utilizando o osso do próprio paciente ou materiais sintéticos”. No caso de Mingau, uma prótese irá substituir o osso, mas o material não foi revelado pela equipe médica que cuida do caso do músico, nem pela família ou amigos que divulgam atualizações sobre o estado de saúde dele.

Como está Mingau?

Em um dos comentários, a equipe de Mingau contou que ele está “melhor a cada dia”. A filha do baixista, Isabella Aglio, foi procurado pela reportagem da Itatiaia, mas ainda não retornou o contato.

O baixista do Ultraje a Rigor foi internado em São Paulo em 2 de fevereiro, menos de um mês após receber alta médica e dar entrada em uma clínica de reabilitação. Mingau foi hospitalizado para tratar uma infecção pulmonar, quadro que já havia enfrentado em novembro, na primeira internação.

Isabella atualizou o estado de saúde do pai pelas redes sociais. A influenciadora afirmou que “não há grandes mudanças” e que o “processo de recuperação é lento e incerto”. A previsão é que ele passe por uma nova cirurgia, ainda sem data prevista, para colocação de uma prótese na cabeça.

O baixista foi baleado na comunidade Ilha das Cobras em Paraty, no Rio de Janeiro, no dia 2 de setembro do ano passado, e levado em estado gravíssimo para o Hospital Hugo Miranda. Porém, no dia seguinte, ele foi transferido de helicóptero para o Hospital São Luiz do Itaim, da Rede D’Or, em São Paulo.

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Maria Clara Lacerda é jornalista formada pela PUC Minas e apaixonada por contar histórias. Na Rádio de Minas desde 2021, é repórter de entretenimento, com foco em cultura pop e gastronomia.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.