Em entrevista ao tabloide britânico The Sun, Beck contou que recebia ligações de Michael no meio da madrugada. O cantor queria conversar sobre decisões profissionais, como a escolha de músicas para serem lançadas como single, e buscava orientação em um momento de grande insegurança pessoal e artística.
As lembranças fazem parte do livro de memórias ‘You’ve Got Michael Living Through History’, que Beck acaba de lançar. Na obra, ele descreve um artista fragilizado, pressionado pelas críticas e pelo julgamento público, mas ainda profundamente envolvido com cada detalhe de sua música.
Segundo Dan Beck, ele costumava levar até Michael uma série de comentários feitos por fãs, muitos deles duros e críticos. A intenção era ajudar o cantor a entender como o público reagia às mudanças em sua carreira, mesmo em um cenário marcado por desconfiança e polêmicas.
Foi nesse contexto que a equipe de Michael reforçou sua estratégia e contratou executivos para tentar preservar sua trajetória artística. Beck se aproximou do cantor durante o trabalho no álbum Dangerous, lançado em 1991, período em que os dois se tornaram amigos e confidentes.
Abalado emocionalmente e sofrendo de insônia, Michael Jackson acabou desenvolvendo dependência de analgésicos e precisou passar por clínicas de reabilitação. O livro também traz relatos dos bastidores do lançamento de History, álbum de 1995, mostrando como o cantor tentou seguir em frente mesmo em meio a um dos capítulos mais turbulentos de sua vida.