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Malévola se pronuncia após pagar fiança e deixar prisão no Egito: ‘Foi troco de pão’

Influenciadora teve fiança de cerca de R$ 10,1 mil quitada após ser detida em Alexandria com a amiga Bruna Mercatelli; elas foram detidas em Alexandria após investigação sobre vídeos publicados nas redes sociais

Por e 
A liberação da influenciadora foi confirmada nesta quarta-feira pela defesa e pela assessoria.
Malévola se pronuncia após pagar fiança • Reprodução Redes Sociais

A influenciadora Malévola Alves, que foi presa em Alexandria, no Egito, durante uma viagem com amigas, se pronunciou ao recuperar o passaporte e gravar um vídeo no aeroporto deixando o país. Nesta quinta-feira (22), ela disse que pagar a fiança não foi nada e que irá voltar ao Brasil para votar no próximo domingo (25).

“E, como eu sempre falo, meu Deus, ele não dorme, ele descansa. R$ 4 mil de fiança pra mim não é nada, foi troco de pão. Deus é pai, não é padrasto. Tô chegando no Brasil! E mais uma coisinha: quem achou mesmo que eu não ia voltar no domingo? Ó, meu amor, já tô aqui preparadinha! Domingo é 13, Lula! Tô chegando, Brasil!", disse ela no vídeo.

Vale lembrar que, na manhã desta quinta-feira (22), Malévola se manifestou pela primeira vez em publicações no X, antigo Twitter. A influenciadora afirmou que foi humilhada, obrigada a ficar nua e pediu que o público não acredite apenas no que circula na internet.

Segundo ela, os agentes deixaram claro que a prisão ocorreu pelo fato de as duas serem trans. A influenciadora também declarou que foi obrigada a ficar nua e que passou a ser tratada de maneira melhor quando os policiais notaram seu órgão sexual. Ela disse que afirmou aos agentes que não era trans.

"Eu fui muito humilhada, gente, muito humilhada. Eu não paro de chorar desde a hora que eu cheguei aqui no Marrocos, e eu vou gravar um vídeo agora contando tudo", falou a influenciadora.

Versão das autoridades egípcias

De acordo com o Ministério do Interior do Egito, as duas mulheres foram presas em Alexandria depois da divulgação de vídeos nas redes sociais com acusações de supostas insinuações sexuais e assédio. O órgão publicou as gravações que motivaram a investigação.

A pasta também afirma que, durante o interrogatório, as duas confessaram os atos descritos e admitiram que gravaram e publicaram os vídeos para aumentar o número de visualizações.

Posição do governo brasileiro

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio da Embaixada do Brasil no Cairo, acompanha o caso desde a noite de terça-feira (20), quando foi acionado pelo plantão consular. Segundo o órgão, a Embaixada prestou assistência consular às influenciadoras e a seus familiares no Brasil, com orientação jurídica e apoio no contato com as autoridades locais.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Egito é conhecido por ações arbitrárias contra mulheres e contra a comunidade LGBTQIA+.

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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Lorena Vieira é estagiária do Portal Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Com experiências diversas, já trabalhou como repórter, produtora e apresentadora de coluna semanal no programa Agenda, da Rede Minas. Além de outras experiências como social media e comunicação de projetos culturais.

 

 

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