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Lexa fala sobre a luta contra a pré-eclâmpsia: 'Beirei a morte tentando salvar minha filha'

Sofia, primogênita da cantora, faleceu no dia 5 de fevereiro, três dias após o parto

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Lexa, em entrevista ao Fantástico deste domingo (23) • Reprodução / Globo

Em entrevista ao Fantástico, neste domingo (23), Lexa e o marido, Ricardo Vianna, conversaram com o doutor Drauzio Varella sobre a perda da filha, Sofia, que faleceu no dia 5 de fevereiro.

Essa dor… A impressão que eu tenho é que não vai ter um dia da minha vida em que eu não vá chorar. É muito difícil.

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Ela seguiu com sua agenda de trabalho sem grandes complicações, mas alguns alertas começaram a surgir: "Meus exames estavam todos ok, mas minha pressão sempre dava 12 por 8, 13 por alguma coisa, e isso incomodava a Camila, minha médica. Ela falou: ‘Faz um exame para a gente ver qual é o seu índice para pré-eclâmpsia’. Eu fiz e veio com alto índice de risco."

Eu lembro de sentir uma dor de estômago muito forte, minha dor de cabeça não passava. Minha mão já estava de um jeito que não fechava mais. Meu fígado começou a entrar em falência. Não tinha mais para onde ir, nem para mim, nem para ela.

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Ricardo Vianna, marido da cantora, também falou sobre o sentimento de perda: "O que mais me dói como marido e como pai é não poder fazer nada. Estar dentro de um hospital, ver minha filha entubada e não poder mudar aquela situação. Ver minha mulher que, de repente, com mais um dia de gestação, poderia não estar mais do meu lado. Então, a gente é muito pequeno."

Estou vivendo a minha dor, e ela é grande, parece não ter fim. Mas é um processo, e eu sei que, em algum momento, preciso juntar meus cacos, meu quebra-cabeça sem peça e continuar. Voltar a fazer o meu trabalho, voltar a fazer o que me faz feliz também. Meu trabalho me faz muito feliz. O final não foi do jeito que eu queria. Eu entendi que, na vida, a gente nunca tem controle. Mas eu creio, eu creio mesmo que coisas boas acontecerão.

Pré-eclâmpsia

O doutor Drauzio Varella explica que a pré-eclâmpsia é uma condição grave. Normalmente, uma de suas manifestações é o aumento da pressão arterial, mas ela também pode afetar rins, fígado e até o cérebro. Trata-se de uma doença rápida, perigosa e silenciosa.

O que é a síndrome de HELLP?

HELLP é uma sigla em inglês:

  • H – Hemólise, ou seja, destruição dos glóbulos vermelhos dentro dos vasos sanguíneos;
  • EL – Elevação das enzimas hepáticas, indicando que o fígado está sofrendo;
  • LP – Queda no número de plaquetas, o que pode levar a hemorragias.
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Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atualmente, é repórter multimídia no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Antes passou pela TV Alterosa. Escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.

 

 

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