Isabel Teixeira, que interpreta Pilar em ‘Quem Ama Cuida’, revela diagnóstico de síndrome ligada ao câncer
Atriz revelou que recebeu o diagnóstico da síndrome de Li-Fraumeni em 2019, após investigar o histórico familiar da doença e retirou as mamas como medida preventiva

A atriz Isabel Teixeira, de 52 anos, revelou que passou por uma cirurgia para retirar as mamas após descobrir que tem a síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer. A artista falou sobre o diagnóstico em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida no domingo (18).
A investigação começou em 2019, motivada pelo histórico de câncer na família. A mãe da atriz morreu em 2006, aos 56 anos, em decorrência da doença. A avó materna também morreu de câncer, em 2005.
Após realizar um mapeamento genético, Isabel descobriu uma alteração no gene TP53, associada à síndrome. Ao recordar o momento em que recebeu o resultado, a atriz relatou o impacto da notícia e a dificuldade para assimilar a informação.
Por que Isabel Teixeira retirou as mamas?
Após a confirmação da síndrome, Isabel decidiu realizar uma mastectomia preventiva, procedimento cirúrgico que consiste na retirada das mamas para reduzir o risco de câncer de mama em pessoas com predisposição genética elevada.
A atriz também mudou hábitos para cuidar da saúde. Entre as medidas adotadas, ela deixou de fumar e de consumir bebidas alcoólicas, além de passar a praticar exercícios físicos.
A decisão foi motivada pela possibilidade aumentada de desenvolver tumores ao longo da vida. A síndrome, no entanto, não significa que a pessoa necessariamente terá câncer.
O que é a síndrome de Li-Fraumeni?
A síndrome de Li-Fraumeni é uma condição genética rara, geralmente hereditária, relacionada a alterações no gene TP53. Esse gene desempenha um papel importante na proteção do organismo contra o desenvolvimento de tumores.
A alteração pode aumentar o risco de diferentes tipos de câncer, incluindo tumores de mama, sarcomas, tumores cerebrais e alguns tipos de leucemia. A predisposição pode se manifestar em diferentes fases da vida, inclusive na infância.
O diagnóstico é feito por meio de testes genéticos e permite que a pessoa receba acompanhamento médico especializado, com estratégias de vigilância e exames periódicos para identificar possíveis tumores precocemente.
Histórico familiar motivou investigação
A morte da mãe e da avó por câncer levou Isabel a buscar informações sobre a possibilidade de uma predisposição hereditária. Com o resultado do teste genético, a atriz também precisou avaliar a possibilidade de transmissão da alteração aos filhos.
A síndrome de Li-Fraumeni pode ser transmitida de pais para filhos. Por isso, o diagnóstico também pode ter implicações para outros integrantes da família, que podem receber orientação médica sobre a necessidade de avaliação genética.
A experiência fez com que a atriz mudasse sua relação com a saúde e passasse a adotar medidas preventivas para reduzir riscos e acompanhar possíveis alterações no organismo.
Lorena Vieira é estagiária do Portal Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Com experiências diversas, já trabalhou como repórter, produtora e apresentadora de coluna semanal no programa Agenda, da Rede Minas. Além de outras experiências como social media e comunicação de projetos culturais.



