Irmão de Jade Picon gera polêmica na internet após ir contra o fim da escala 6x1
Léo Picon foi criticado nas redes sociais por internautas, mas também por Rick Azevedo (PSOL), vereador eleito no Rio de Janeiro e fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que defende a mudança na jornada de trabalho de 6x1 para 4x3

O influenciador e irmão da atriz Jade Picon, Léo Picon, se manifestou na internet sobre a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. Nas redes sociais, ele chegou a afirmar que a proposta seria uma "cortina de fumaça".
"Assim como taxação de grandes fortunas que fariam com que elas saíssem do país e depois serve como pretexto para aumentar os impostos para todos. Isso não é novidade na história democrática", escreveu via X, antigo Twitter.
No texto, Léo ainda afirmou que "ficar menos de duas horas no trânsito, creches e escolas em tempo integral" iriam "dar mais tempo" aos trabalhadores do que um sexto dia de folga em uma jornada de trabalho de 44 horas semanais.
O influenciador, que havia apagado a publicação após críticas, decidiu postar novamente e disse que "a espiral do silêncio é uma realidade"
"Meu pensamento é esse e se você discorda você tem todo o direito de ser burro. A burrice é plantada para eles colherem os frutos".
Entenda o projeto
A extinção da jornada 6x1 faz parte de uma PEC apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL). Para ser apresentada oficialmente, a PEC precisa de 171 assinaturas. Depois ela é entregue ao presidente da Câmara, que pode despachar a tramitação nas comissões temáticas.
Nas redes sociais, vários deputados que votaram contra a proposta ou ainda não assinaram, como o deputado Nikolas Ferreira (PL), tem sido cobrados pelos usuários.
'Vai trabalhar CLT'
Além de parte dos internautas, um vereador eleito no Rio de Janeiro, Rick Azevedo (PSOL), também não concordou com o posicionamento do irmão de Jade Picon. O fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) rebateu dizendo que, ao contrário do que disse o influenciador, "não tem cortina de fumaça".
"Um tal de Léo Picon, que eu não sabia nem quem era, fui pesquisar, um influencer, disse que essa PEC é uma cortina de fumaça. Vi que ele é riquinho, vive de herança, filhinho de papai. Queria perguntar para você quantos anos de CLT você tem para estar opinando sobre o assunto de forma negativa. Aqui não tem cortina de fumaça, tem luta séria de trabalhadores que mantém a sua vidinha de influencer. Porque quem está engajando a sua conta são trabalhadores que você deveria apoiar. Para esse tal de Léo Picon, vai trabalhar CLT que depois a gente conversa", disse via Instagram.
Azevedo sinalizou também que deve haver um ato nacional que defenda o fim da escala de trabalho 6x1, mas ainda não há uma data definida.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



