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'Guerra nas Estrelas' foi um marco do cinema de ação e ficção científica  

O primeiro episódio da saga chegou ao escurinho das salas de projeção no dia 25 de maio de 1977, e logo causou impacto

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Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Leia, Chewbacca, C3PO, R2-D2 e o temível vilão Darth Vader ajudaram a consagrar um dos marcos do cinema de aventura e ficção científica
Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Leia, Chewbacca, C3PO, R2-D2 e o temível vilão Darth Vader ajudaram a consagrar um dos marcos do cinema de aventura e ficção científica • Century Fox/Reprodução

Há muito tempo, em uma galáxia nada distante, George Lucas deu vida a seu maior sucesso. Luke Skywalker, Han Solo, Princesa Leia, Chewbacca, C3PO, R2-D2 e o temível vilão Darth Vader ajudaram a consagrar um dos marcos do cinema de aventura e ficção científica. 

Começando pelo meio, voltando ao começo e depois chegando ao fim, “Guerra nas Estrelas” já nasceu com a ideia de franquia, que se comprovou espertamente lucrativa e arrecadou bilhões de dólares ao longo de quase quatro décadas. 

O primeiro episódio da saga chegou ao escurinho das salas de projeção no dia 25 de maio de 1977, e logo causou impacto com sua abertura icônica, em que um letreiro amarelo situava o espectador no espaço e no tempo. 

Daí pra frente, os conflitos se desenrolavam com sabres de luz e mensagens reflexivas, mistura que elevou o filme na preferência dos aficionados por universos paralelos, chamados, genericamente, de “nerds”. 

Era apenas o episódio IV da longa sequência, que organizava a história em três trilogias. A primeira, que ia até o episódio VI, era centrada na trajetória dos irmãos Luke e Leia, que não se sabem irmãos, e se apaixonam, levando também o conflito para o terreno amoroso e familiar, com um quê de Shakespeare e tragédia grega, devidamente adaptado às cenas de alta velocidade disparadas pelos combates interestelares. 

A segunda parte da sequência finalmente apresentava ao espectador as origens do mal de Darth Vader, também a partir de uma composição familiar: ele, afinal de contas, era o pai de Luke e Leia. em 1999, “A Ameaça Fantasma” se concentrava na infância do futuro vilão.

O ano de 2005 encerrou esse ciclo, reiniciado em 2015 com “O Despertar da Força”, que deliciou os fãs com a volta de Harrison Ford no papel de Han Solo, combatente carismático das inúmeras guerras fratricidas que se sucedem. 

O último capítulo dessa longa aventura chegou aos cinemas em 2019, mas, como todo produto pop, “Guerra nas Estrelas” seguiu rendendo dividendos a seus criadores e sendo explorado de maneiras variadas, através de adaptações para um número cada vez mais ilimitado de mídias que se acumulam nos últimos anos. 

Com o avanço de um mundo altamente tecnológico, “Guerra nas Estrelas” pode parecer a olhos mais jovens uma ideia um tanto antiquada de uma perspectiva futurista. Mas, quando a inteligência artificial ainda era uma utopia distante, o longa-metragem produziu, por meio da criatividade, uma experiência que extrapolou todo o imaginável. 

Nada superou o impacto daquela primeira estreia, em 1977, quando pessoas sentadas numa sala escura embarcaram numa galáxia distante, há milhões de anos. Como na primeira projeção dos irmãos Lumière, em 1895, que levou as pessoas a fugirem da sala no momento em que um trem desgovernado apareceu na tela, acreditando que ele ia em direção a elas. 

Os espectadores do primeiro “Guerra nas Estrelas” só não se dispersaram porque, neste caso, queriam era estar dentro da nave. E, para muitos, isso foi possível em 1977, antes que os boatos de exploração interplanetária se tornassem dignos de nota.


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