Grupo Corpo estreia espetáculo em Los Angeles; Saiba mais sobre a companhia
Fundado por Paulo Pederneiras em 1975, o coletivo nasceu em Belo Horizonte e alcançou sucesso ao redor de todo o mundo

Vai ser em um espaço para mais de 17 mil pessoas que o Grupo Corpo, possivelmente a companhia de dança mais renomada do Brasil, irá estrear o seu próximo espetáculo, no próximo dia 18 de julho, em Los Angeles, nos Estados Unidos, acompanhado pela Orquestra Filarmônica da cidade. "Estancia" leva os bailarinos do Grupo Corpo ao palco do Hollywood Bowl.
Em agosto, o espetáculo chega a Belo Horizonte, onde se apresenta na Sala Minas Gerais com a presença da Filarmônica do Estado, entre os dias 3 e 5. A peça da atual montagem foi composta pelo argentino Alberto Ginastera, compositor erudito que morreu há 40 anos. A história se baseia nas peripécias de um garoto que tenta conquistar a filha de um fazendeiro, se exibindo como cavaleiro e dançarino.
Grupo Corpo inspirou sucesso de Milton Nascimento
Diretor, iluminador e cenógrafo, Paulo Pederneiras fundou em Belo Horizonte, em 1975, ao lado de seus irmãos Rodrigo Pederneiras, Marisa e Izabel, o Grupo Corpo, uma companhia de dança que conversava com a contemporaneidade, e, já no ano seguinte, estreou a sua primeira montagem.
Foi o espetáculo do Grupo Corpo que inspirou Milton Nascimento a compor "Maria, Maria", que batizava a empreitada e se tornou um dos maiores sucessos do compositor. Sucesso imediato, o espetáculo conquistou espectadores ao redor do mundo, percorreu 14 países e permaneceu em cartaz durante seis anos, até 1982. A sede da companhia fica no bairro Mangabeiras, região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Parcerias tropicalistas com Gil, Caetano e Tom Zé
A partir desse sucesso inaugural, as parcerias da companhia com grandes nomes da MPB foram uma constante. O grupo se habituou a criar suas coreografias a partir de canções feitas por medalhões do porte de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Tom Zé, ícones do Tropicalismo, além de outros astros da música brasileira de igual prestígio, casos de João Bosco, Arnaldo Antunes, Samuel Rosa e Lenine.
Dançar para viver e dançar para refletir
Absorvendo várias influências, da origem barroca mineira à contemporaneidade global que abarca o universo pop, o Grupo Corpo criou uma linguagem única, que fascina as pessoas pelos movimentos dos dançarinos e através dos sentidos cênicos que cria no palco.
A companhia parece levar a sério a frase da dançarina alemã Pina Bausch: “Eu não investigo como as pessoas se movem, mas o que as move”, que também disse: “Dance, dance, senão estamos perdidos”. O Grupo Corpo dança para viver, ao mesmo tempo em que traz uma dança para refletir.
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