Filme 'Barbie' coloca em evidência o estilo calcado na coloração rosa-choque
Criada na década de 1950, boneca loira abusava dos figurinos que preconizavam exuberância e uma alegria fantasiosa

Em 1982, Rita Lee lançava uma música de nome "Cor de Rosa-Choque", que enaltecia o poder sem limites do feminino. Décadas antes, mais especificamente nos anos 1950, a coloração tinha um sentido inverso: representava o padrão da boneca americana segundo os princípios do jeitinho bem-comportado de viver dos ianques.
Fato é que a boneca Barbie voltou a ditar essa moda com o aguardado lançamento do filme que a coloca no centro da trama dirigida por Greta Gerwig, onde a loira angelical é vivida por Margot Robie. Deu-se até um batismo para o uso exagerado da coloração rosa-choque: "Barbiecore".
O estilo nada mais é do que abusar das peças, acessórios e vestuários que lembrem o universo fantasiado e cor-de-rosa da boneca Barbie, emanando uma pretensa exuberância de uma alegria quase injustificada. E valo tanto para homens e mulheres, ou seja, meninos e meninas, ao contrário do que preconizava uma antiga ministra dos direitos humanos, já devidamente substituída no cargo.
