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FAB detalha buscas e encontro de helicóptero que caiu com Rick e outras quatro vítimas em SC; veja novas imagens

Operação contou com aeronaves especializadas, cerca de 30 tripulantes e quase 15 horas de voo; destroços foram encontrados após quase 20 horas de buscas em área de mata de difícil acesso

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BUSCAS RICK FAB
queda de helicóptero na região de Urubici, na Serra de Santa Catarina, deixou cinco mortos. • Divulgação | Força Aérea Brasileira (FAB)

A Força Aérea Brasileira (FAB) detalhou como foi a operação que levou à localização do helicóptero que caiu com o cantor Rick, da dupla com Renner, e outras quatro pessoas em Urubici, na Serra de Santa Catarina. A aeronave foi encontrada nesta terça-feira (22), após quase 20 horas de buscas, em uma área de relevo montanhoso e com condições meteorológicas adversas.

Segundo o tenente-coronel aviador Miguel Lis Bruno, comandante do Esquadrão Pelicano, participaram diretamente da operação uma aeronave SC-105 Amazonas, especializada em missões de busca e salvamento, e um helicóptero H-60 Black Hawk. “A gente conseguiu avistar os destroços da aeronave em meio a um cenário montanhoso e direcionamos a aeronave H-60 para o local”, explicou o comandante.

Ainda de acordo com o tenente-coronel, o primeiro contato visual com o local do acidente ocorreu a partir da aeronave de asa fixa. O SC-105 sobrevoou a região seguindo os padrões técnicos de busca e conseguiu identificar o objeto procurado. “Sobrevoando a área e realizando os nossos padrões de busca com muita técnica e assertividade, a gente conseguiu localizar o objeto de busca através de um avistamento por meio da nossa aeronave de asa fixa”, afirmou.

Depois da localização, o helicóptero H-60 foi direcionado para a posição exata dos destroços. A aeronave foi utilizada para levar os homens responsáveis pelo resgate até o ponto da queda. A FAB também utilizou sensores eletro-ópticos durante a operação. Segundo Miguel Lis Bruno, esses equipamentos ajudaram a equipe a identificar e acompanhar a área onde os militares precisariam atuar. “Com o meio também dos nossos sensores eletroóticos, conseguimos vetorar e auxiliar toda a atividade de descida e infiltração dos homens de resgate no local”, explicou.

Confira novas imagens do local onde helicóptero caiu:

Relevo e mau tempo dificultaram operação

O cenário encontrado pelas equipes apresentava dois fatores que dificultaram a missão: o relevo montanhoso e as condições meteorológicas adversas. A região de Urubici fica na Serra Catarinense, e os trabalhos precisaram ser planejados considerando as características do terreno e as condições de voo.

“O cenário era um cenário que dificultava a missão, por se tratar de um relevo montanhoso somado com condições meteorológicas adversas. Isso exigiu um planejamento e uma coordenação em cena bastante eficaz”, afirmou o comandante. “Como toda missão de busca e salvamento, o cenário normalmente é complexo e exige a coordenação de todos os meios envolvidos por meio do Salva Aéreos, que coordenam essa missão e realizam todo o planejamento”, completou.

Quase 20 horas de buscas até a localização

O helicóptero havia desaparecido na tarde de segunda-feira (21), durante um voo entre Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, e São Joaquim, na Serra Catarinense. As buscas começaram ainda na segunda-feira e avançaram durante a madrugada e a manhã desta terça-feira (22).

As equipes concentraram os trabalhos em áreas de Urubici, incluindo Vacas Gordas, onde havia ocorrido a última comunicação com a aeronave, e Morro Agudo, região em que foram registrados os últimos sinais dos celulares dos ocupantes. Além da FAB, participaram das buscas cerca de 40 bombeiros militares, duas equipes com cães de busca e resgate, mais de dez viaturas e drones equipados com tecnologia de identificação térmica.

Após quase 20 horas de operação, os destroços foram encontrados na localidade de Santa Bárbara, em uma região de mata fechada e difícil acesso. As autoridades informaram que nenhum dos cinco ocupantes sobreviveu à queda. Entre as vítimas estavam Rick, da dupla com Renner; o empresário mineiro Bruno Avelar; o videomaker Paulo Soares; o piloto da aeronave, identificado como Antônio e o copiloto, Leopoldo.

CENIPA vai investigar as causas da queda

As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) ficará responsável pela investigação. Segundo a FAB, a chamada Ação Inicial envolve técnicas específicas realizadas por investigadores qualificados e credenciados. Entre os procedimentos estão a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos provocados na aeronave e o levantamento de outras informações consideradas relevantes para a investigação.

A FAB informou que o trabalho será concluído no menor prazo possível, considerando a complexidade da ocorrência e a necessidade de identificar os possíveis fatores que contribuíram para o acidente. Até o momento, portanto, não há uma causa oficial divulgada para a queda.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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