Dua Lipa lança biblioteca com foco em obras censuradas
Instalada em Portugal, 'Manifesto' reúne 100 livros considerados impactantes, entre eles, obra brasileira

A cantora britânica Dua Lipa anunciou a criação da "Biblioteca Manifesto", um espaço instalado na histórica Livraria Lello, em Portugal, dedicado à preservação e divulgação de obras que já foram alvo de censura.
A iniciativa integra a expansão do projeto Service95, plataforma editorial idealizada e comandada pela artista desde 2022, que reúne clube do livro, podcast e conteúdos culturais selecionados pela própria cantora.
A Biblioteca Manifesto reúne 100 títulos divididos em quatro eixos temáticos - poder, controle, voz e memória - , destacando obras que provocaram debates sociais e enfrentaram tentativas de proibição ao longo da história.
No comunicado de lançamento, Dua Lipa ressaltou que diversos livros presentes no acervo foram retirados de escolas por abordarem questões raciais ou de sexualidade.
Outros, voltados ao público LGBTQIA+, tiveram sua circulação restringida. Em casos mais extremos, autores chegaram a ser perseguidos e até mortos em razão de seus escritos.
"Esta biblioteca é um santuário dedicado a livros desaparecidos, a autores cuja coragem expõe estruturas de poder e controle, e a leitores que se recusam a ser instruídos sobre quais livros podem ler", afirmou a cantora.
Entre os autores presentes no acervo estão nomes consagrados, como Salman Rushdie e Margaret Atwood. A seleção também contempla escritores que tiveram forte impacto social nos Estados Unidos, como a brasileira Conceição Evaristo e o norte-americano Reginald Dwayne Betts, reconhecido por sua atuação em defesa dos direitos das pessoas encarceradas.


