Blake Lively volta atrás e pede indenização de R$40 milhões a Justin Baldoni
Atriz cobra ressarcimento do valor referente aos honorários do processo que moveu contra o ator

A briga judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni voltou aos holofotes após a atriz solicitar o pagamento de uma indenização por parte do ator. O valor é de cerca de US$ 8,04 milhões, ou R$ 40 milhões na cotação atual.
O pedido acontece após o juiz Lewis J. Liman decidir que Blake tinha direito de recorrer ao honorários advocatícios e custas processuais, mesmo após a negativa do pedido de indenização triplicada e punitiva.
De acordo com a revista People, os advogados da atriz disseram que o trabalho necessário para vencer o processo foi "abrangente e essencial para alcançar a vitória completa obtida". Eles disseram ainda que Lively "pagou e continua pagando" suas despesas legais.
Eles também disseram que ela buscará "quaisquer honorários advocatícios adicionais" incorridos no próprio processo referente ao pedido de honorários.
O juiz Lewis J. Liman, concluiu que Lively se qualifica como réu vencedor nos termos da lei. Por isso, ela tem direito de buscar o reembolso relacionado à defesa contra alegações de difamação por parte de Baldoni.
O direito se baseia na Seção 47.1 do Código Civil da Califórnia, que protege indivíduos de processos por difamação retaliatória após denunciarem assédio sexual, discriminação ou retaliação.
Entenda o caso
A batalha judicial entre a atriz Blake Lively e o ator Justin Baldoni finalmente chegou ao fim, em maio de 2026. Duas semanas antes da decisão ter o júri selecionado, as partes anunciaram um acordo. Os detalhes ainda não foram divulgados.
Em nota publicada por ambas as partes, os advogados afirmaram que o objetivo era criar um ambiente de trabalho seguro e que torcem para que o encerramento da disputa permita que Blake e Justin sigam em frente.
Anteriormente, o juiz distrital Lewis Liman, de Manhattan, nos EUA, indeferiu os argumentos usados pela atriz Blake Lively em seu processo contra o ator e produtor Justin Baldoni, no último dia 2 de abril. Entre as alegações está uma de assédio sexual, que teria acontecido durante as gravações do longa “É Assim Que Acaba”, estrelado por eles em 2024.
A justificativa do juiz para indeferir as acusações foi de que Blake atuava como “contratada independente” e não como funcionária. Isso inviabilizou o processo com base na lei dos direitos civis de 1964.
Entre as alegações mantidas estão quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação. O julgamento segue marcado para o próximo dia 18 de maio. Em nota à Page Six, um integrante da equipe de advogados de Blake se pronunciou.
"Este caso sempre foi e continuará focado na retaliação devastadora e nas medidas extraordinárias que os réus tomaram para destruir a reputação de Blake Lively porque ela defendeu a segurança no set. Essa é a causa que irá a julgamento”, declarou.
Já a defesa de Justin Baldoni declarou estar grata ao tribunal e ansiosa para apresentar a defesa no julgamento. Vale lembrar que o ator já havia movido um processo contra Blake Lively e seu marido, o também ator Ryan Reynolds, mas a ação foi negada.
Em sua decisão, o juiz escreveu: "Supondo que ele estivesse improvisando, a conduta não estava tão além do que poderia ser razoavelmente esperado entre dois personagens durante uma cena de dança lenta a ponto de gerar uma inferência de tratamento hostil com base no sexo. Pelo menos isoladamente, a conduta foi dirigida à personagem de Lively, não à própria Lively. Artistas criativos, tanto quanto roteiristas de comédia, devem ter algum espaço para experimentar dentro dos limites de um roteiro acordado, sem medo de serem responsabilizados por assédio sexual."
A atriz processou o ator em 2024, com pedido de indenização não especificada por suposto assédio, difamação, invasão de privacidade e violação de leis federais. A atriz também afirma que Baldoni promoveu um ambiente de trabalho hostil e que Baldoni tentou destruir a sua imagem na imprensa.
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



